Os dividendos da Petrobras (PETR4) continuam rendendo notícias. Em teleconferência sobre os resultados da companhia realizados nesta terça-feira (14), o diretor financeiro e de relações com investidores, Sérgio Caetano Leite, não deu prazo para pagamento do saldo remanescente do montante relativo a 2023.
O executivo explicou que 50% dos valores sobre dividendos extraordinários continuam na reserva de remuneração. Leite disse que a decisão deve ser tomada apenas no decorrer do ano e disse que a companhia ainda é considerada uma das “principais pagadoras de dividendos do mundo”.
Nesta segunda-feira (14), em paralelo à divulgação dos resultados trimestrais referentes ao primeiro trimestre do ano, a petroleira aprovou pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) intercalares no valor de R$ 13,45 bilhões, equivalente a R$ 1,04161205 por ação ordinária e preferencial em circulação.
De acordo com a empresa, esses proventos são uma antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2024, declarada com base no balanço de 31 de março deste ano.
Antes, ainda no fim de abril, a empresa havia divulgado a remuneração aos acionistas relativa ao Exercício Social de 2023. O valor total aprovado foi de R$ 94,35 bilhões, cujo este montante inclui as antecipações aprovadas ao longo de 2023 e pagas até março de 2024, totalizando R$ 58,21 milhões, além da proposta de dividendos complementares no valor de R$ 36,13 bilhões. Estes dividendos complementares equivalem a R$ 2,79957250 por ação ordinária e preferencial.

Entenda o impasse dos dividendos da Petrobras
Em 21 de abril, o Conselho de Administração da empresa havia optado por sugerir o pagamento de 50% dos dividendos extraordinários, que representam a parcela do lucro distribuída aos acionistas além do mínimo obrigatório.
Em março, o conselho havia decidido adiar o pagamento de todos os dividendos extraordinários. No entanto, durante a reunião realizada no fim de abril, o colegiado reconsiderou essa decisão, levando em consideração fatores como o aumento no preço do petróleo, o que contribuiu para fortalecer a capacidade de financiamento dos projetos da Petrobras.
Desde a divulgação dos resultados trimestrais do quarto trimestre de 2023, o mercado discutia sobre a questão do pagamento dos dividendos extraordinários – que não foram anunciadas junto com os resultados daquela ocasião, frustrando os investidores.
Como foi o balanço da Petrobras no 1TRI24
O lucro líquido da petroleira caiu quase 38% no primeiro trimestre do ano (1TRI24), ao atingir R$ 23,7 bilhões. No mesmo período do ano passado, o lucro líquido havia sido de R$ 38,1 bilhões.
Quando considerado o lucro líquido recorrente, a petroleira registrou em seu balanço, R$ 23,8 bilhões ante R$ 38,4 bilhões do primeiro trimestre de 2023, tendo uma retração de 37,9%.
“Esse resultado é principalmente atribuído aos menores volumes de vendas e à redução do preço do petróleo e da margem de diesel. Além disso, o resultado foi impactado pela piora do resultado financeiro devido à desvalorização do real frente ao dólar. Esses efeitos foram parcialmente compensados pela redução das despesas operacionais e imposto de renda apurado”, indicou a companhia.
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