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Portabilidade: Claro ganha menos, Vivo embala e TIM estanca perdas

Portabilidade: Claro ganha menos, Vivo embala e TIM estanca perdas

Dados da Anatel mostram a Claro ainda na liderança, com 57 mil linhas capturadas no mês, mas com vantagem menor sobre as rivais

A guerra por clientes de celular deu sinais de trégua em junho. Os dados de portabilidade divulgados pela Anatel mostraram uma disputa ainda intensa, porém menos desigual do que nos meses anteriores.

O volume total de trocas de operadora também diminuiu, sugerindo menos agressividade nas campanhas.

“Avaliamos os dados como ligeiramente positivos para o setor”, escreveram Daniel Federle e Ricardo França, analistas do Bradesco BBI.

No placar do mês, a Claro seguiu na ponta, com saldo positivo de 57 mil linhas portadas — bem menos, contudo, que as 85 mil de maio. “A redução da distância entre a Claro e seus concorrentes pode ser um sinal inicial de maior equilíbrio no mercado”, apontou a dupla do BBI.

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Vivo embala, TIM estanca

A Vivo (VIVT3) colheu seu melhor resultado em mais de um ano: ganho líquido de 23 mil clientes, o maior desde março de 2025. Para os analistas, os números reforçam uma trajetória consistente de melhora comercial da operadora.

Na TIM (T$IMS3), o copo passou de vazio a meio cheio. As perdas líquidas caíram para 125 mil linhas, alívio frente a maio, quando a companhia havia registrado a maior sangria de portabilidade dos últimos anos.

“A TIM dá sinais de estabilização após os reajustes promovidos em sua base de clientes ao longo do primeiro semestre”, avaliaram Federle e França.

Menos briga, mais margem

O movimento da líder ajuda a explicar a trégua. Segundo o banco, o ritmo de ganhos da Claro começa a voltar aos patamares anteriores às campanhas mais agressivas recentes — e, com menos gente trocando de operadora, a régua competitiva desce para todos.

É aí que mora a boa notícia para as ações do setor.

“Um mercado mais balanceado tende a favorecer uma competição mais racional e sustentável no longo prazo, criando condições mais favoráveis para a preservação de margens e disciplina de preços”, concluíram os analistas do Bradesco BBI — combinação que, se confirmada, beneficia as teles listadas na bolsa.