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Copasa (CSMG3) é rebaixada à venda; Sanepar (SAPR11) mantida compra

Copasa (CSMG3) é rebaixada à venda; Sanepar (SAPR11) mantida compra

A Copasa (CSMG3) teve sua recomendação cortada de Neutra para Venda por corretora de investimentos. Assim, o preço-alvo foi reduzido de R$ 53,00 para R$ 46,00.

A Copasa (CSMG3) teve sua recomendação cortada de Neutra para Venda por corretora de investimentos. Assim, o preço-alvo foi reduzido de R$ 53,00 para R$ 46,00.

Já a Sanepar (SAPR11) se mostra como a preferida do setor, com a recomendação de Compra reiterada, mas com um preço-alvo de R$ 32,00 ante R$ 33,00 anterior.

Enquanto isso, Sabesp (SBSP3) teve sua recomendação de Neutra mantida, mas com um preço-alvo menor, de R$ 50,00 ante R$ 53 anterior.

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Dessa forma, projeta-se um potencial de valorização, com base no fechamento do dia 2 de junho, de 9,9% para Sanepar.

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Em relação à Sabesp e Copasa as perspectivas são de redução no preço da ação de 8,5% e 20,8% respectivamente.

Copasa

As ações da Copasa foram rebaixadas de neutro para venda. Pois a corretora de investimento acredita que as ações estão excessivamente valorizadas em face de potenciais dificuldades e incertezas em privatizações.

O Contrato de Programa mais relevante da empresa, com a cidade de Belo Horizonte (30,9% das receitas), contém uma cláusula que é explícita ao afirmar a nulidade do convênio caso ocorra um processo de privatização.

Isso implica em um elevado grau de incerteza para um eventual processo de privatização, o que deveria justificar um desconto maior para as ações.

Além disso, existe as dificuldades enfrentadas na espera estadual, visto que seriam necessárias mudanças na Constituição Estadual de Minas Gerais para viabilizar a privatização da Copasa.

Atualmente, a compra de uma empresa estatal no Estado necessita ser aprovada por 3/5 dos votos da Assembleia Legislativa (na qual o partido do Governo Estadual, o Novo, elegeu 3 de 77 representantes) e aprovação em um referendo popular.

E para modificar a Constituição do Estado também exigiria uma maioria de 3/5 dos votos, o que na opinião da corretora é desafiador.

Sabesp

Considera-se a Sabesp um melhor investimento que a Copasa em meio às elevadas expectativas da aprovação do Novo Marco Regulatório do Saneamento.

De acordo com o relatório, uma potencial privatização da Sabesp enfrentaria menos obstáculos, tanto na esfera estadual quanto no nível municipal.

Isso por causa do melhor alinhamento entre os poderes executivo e legislativo do Estado e que os Contratos de Programa da empresa não contêm cláusulas que implicam sua nulidade automática em caso de troca de controle da companhia.

Além disso, se salienta que os preços atuais dos papéis implicam um risco-retorno equilibrado, tendo em vista que negociam no intervalo dos nossos cenários pessimista e otimista assumindo a manutenção do controle do Estado e privatização, respectivamente.

Sanepar

Por fim, a Sanepar teve recomendação de Compra mantida por a corretora, mesmo que a empresa sofra recentes pressões negativas.

As pressões são provenientes do adiamento do reajuste tarifário de 2020 por 60 dias pela agência reguladora Agepar em 17 de abril e a crise hídrica em curso no Estado do Paraná, que levou o governo estadual a declarar uma situação de emergência e a empresa a implementar rodizio no fornecimento de água na região metropolitana de Curitiba, ainda vemos um risco-retorno atrativo para as ações.

Marco regulatório do saneamento básico

O início deste ano era promissor para uma rápida aprovação do Novo Marco Regulatório do Saneamento Básico (Projeto de Lei 4162/2019) no Senado. Mas as discussões foram interrompidas em função da pandemia e o Congresso concentrou esforços em projetos e medidas destinadas a mitigar os efeitos da crise sanitária.

Caso nenhuma mudança for feita no mérito do Projeto, o texto passará para a sanção presidencial após sua aprovação. Se ocorrerem alterações, o texto será reenviado à Câmara, que terá a palavra final sobre o assunto.

De acordo com relatórios, notícias recentes apontam que o Novo Marco é um dos itens prioritários da agenda do governo no Congresso, com expectativas para que seja votado na segunda semana de junho.

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