A Copel (CPLE6) pode ter sua oferta de ações suspensa.
Isso porque o Ministério Público Federal com atuação junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu à corte de contas a interrupção do processo de privatização da companhia de energia do Paraná.
Vale lembrar que nesta semana a empresa lançou uma oferta de ações para reduzir a 15% a participação do estado do Paraná na empresa.
Levantamento do Estadão informa que no pedido o subprocurador Lucas Rocha Furtado alega que a continuidade da venda de parte da Copel sem a prévia autorização da corte de contas é ilegal e poderá, desnecessariamente, aumentar o risco do Brasil, uma vez que na visão dele a operação demonstra vulnerabilidade ao risco de curto prazo de empesas negociadas.
Nesta data o TCU avalia apenas a questão do valor da outorga para a renovação da concessão de três usinas hidrelétricas da Copel.
O processo foi levado ao plenário do tribunal no início de julho e retirado após pedido de vistas por 30 dias, feito pelo ministro Vital do Rêgo.
Há expectativa de que seja incluído na pauta das próximas sessões. No documento, Furtado pede que o tribunal estabeleça que a CVM se abstenha de seguir com o registro das ofertas primária e secundária submetido pela empresa.
Copel (CPLE6): desestatização
A intenção de desestatização da Copel é uma iniciativa do primeiro escalão do governo do Paraná e tem por parâmetro a privatização da Eletrobras (ELET3; ELET6), realizada na metade de 2022.
Há mais de seis meses a diretoria da Copel vem implementando estudos de viabilidade para saber como e quando poderá promover leilão na B3 ($B3SA3) para privatizar a empresa.
Do lado do mercado de capitais, a iniciativa tem sido aguardada, juntamente com a desestatização da Sabesp (SBSP3), companhia de saneamento de São Paulo e outras mais. Estas são as principais.
Bolsa
A ação CPLE6 encerrou o dia 27 de julho de 2023 cotada em R$ 8,25.

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