A Allied (ALLD3), empresa do setor de tecnologia, passará a ter capital disperso e não terá mais um acionista controlador identificado após a venda de 11,58% de seu capital social por fundos de investimento para integrantes da família Radomysler. A mudança está prevista para ocorrer nas próximas semanas, após a conclusão da transação.
Os fundos Brasil Investimentos 2015 I e Brasil Investimentos 2015 II, em conjunto, firmaram um contrato para vender 11.111.117 ações ordinárias da Allied a Ricardo Radomysler, Marcelo Radomysler, Renato Radomysler e Vivian Radomysler.
Com a conclusão da operação, os fundos vendedores passarão a deter, em conjunto, 29,01% do capital da companhia. Já os compradores terão participações individuais de 16,20% para Ricardo Radomysler, 7,34% para Marcelo Radomysler, 5,70% para Renato Radomysler e 3,34% para Vivian Radomysler.
Apesar das participações relevantes, nenhum dos compradores estará vinculado a acordo de acionistas ou de voto. Dessa forma, segundo a Allied, nenhum acionista ou grupo de acionistas passará a deter permanentemente a maioria dos votos em assembleias ou o poder de eleger a maioria dos integrantes do conselho de administração.
Estrurura de capital dispersa
Na prática, a operação levará a Allied a uma estrutura de capital disperso, sem acionista controlador identificado nos termos da Lei das Sociedades por Ações. A companhia passará, portanto, a operar no modelo conhecido como “full corporation”.
A mudança representa uma alteração relevante na estrutura societária da Allied, uma vez que o poder de controle deixará de estar concentrado em um acionista ou grupo com maioria dos votos. A companhia afirma que, diante da nova configuração, manterá práticas de governança compatíveis com uma empresa de capital disperso.
A Allied também destacou que seu Conselho de Administração seguirá observando os requisitos de independência aplicáveis às companhias listadas no segmento Novo Mercado da B3.
A transferência efetiva das ações deverá ocorrer no fechamento da operação, previsto para as próximas semanas. Até lá, as condições previstas no contrato entre os acionistas vendedores e compradores ainda precisam ser concluídas.
Com a mudança, a estrutura acionária da Allied passa a depender mais diretamente dos mecanismos de governança e da atuação dos diferentes grupos de acionistas, em vez de um controlador com poder permanente sobre as deliberações da companhia.
Leia também:






