O BTG Pactual avaliou o formulário de referência 2026 da Rede D’Or (RDOR3), divulgado esta semana, e saiu com mensagem construtiva sobre o pipeline de expansão orgânica da companhia. A análise é assinada pelos analistas Samuel Alves e Maria Resende.
O documento aponta 2.690 leitos a serem adicionados entre 2026 e 2028, expandindo a capacidade total dos atuais 13.555 leitos para cerca de 16.200 ao final de 2028 — crescimento de aproximadamente 20%.
Plano de expansão da Rede D’Or: formulário de referência para 2025 vs 2026

Pipeline validado pela execução em 2025
“A comparação entre o formulário de referência deste ano e o do ano passado é bastante direta: não houve redução relevante no pipeline — o plano revisado foi amplamente validado pela execução, e a empresa levemente superou as entregas em 2025″, afirmam Alves e Resende.
Em 2025, a Rede D’Or entregou 501 leitos, 10 acima do previsto. O pipeline remanescente de 2.690 leitos está apenas 22 abaixo dos 2.712 anteriormente indicados.
Brownfield domina o plano; capex por leito mantido
“A mensagem construtiva está na composição do pipeline: o plano segue majoritariamente baseado em brownfield, o que deve conter o risco de execução e sustentar um ramp-up mais rápido nas novas unidades”, destacam os analistas.
“O capex médio por leito foi mantido em R$ 1,4 milhão — um dado positivo considerando o pano de fundo ainda desafiador de custo de capital, inflação na construção e mix de brownfield ligeiramente menor”, complementam Alves e Resende.
A expansão também avança via plataforma hospitalar principal e pela joint venture Atlântica D’Or, com o Bradesco.
Desconto de 20% frente à média histórica torna ação atrativa
O papel negocia abaixo de 16 vezes os lucros estimados para 2026 e abaixo de 14 vezes para 2027, ou cerca de 15 vezes em base blended de 12 meses.
“Seguimos vendo a Rede D’Or como um dos nossos nomes preferidos no setor de saúde — a correção recente foi amplamente técnica, não fundamental, e o desconto de cerca de 20% frente à média histórica de 18-19x torna os níveis atuais atrativos para investidores de longo prazo”, concluem Alves e Resende.






