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Ibovespa hoje fechou com queda acima de 2% com tarifas dos EUA e tensão no Oriente Médio

Ibovespa hoje fechou com queda acima de 2% com tarifas dos EUA e tensão no Oriente Médio

Índice recuou aos 170,3 mil pontos, pressionado por novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos ao Brasil e pela escalada do conflito no Oriente Médio

O Ibovespa hoje (3) encerrou o pregão em queda de 2,22%, aos 170.330,63 pontos, em mais uma sessão de forte correção. O principal índice da bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 170.008,50 pontos e a máxima de 174.192,05 pontos, com volume financeiro de R$ 28,50 bilhões.

O recuo foi conduzido por dois vetores externos.

De um lado, o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa de 25% sobre diversas exportações brasileiras e, em uma segunda frente, uma sobretaxa de 12,5% ao Brasil dentro de um pacote que alcança 60 economias, sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado.

De outro, a escalada militar entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio elevou os preços do petróleo.

A cautela típica de véspera de feriado, neste caso o Corpus Christi, reduziu ainda mais o apetite dos investidores. No câmbio, o dólar comercial subiu 1,15%, cotado a R$ 5,067 na venda, enquanto os juros futuros avançaram ao longo de toda a curva.

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Mercados de Nova York

Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam em baixa. O Dow Jones recuou 1,06%, aos 50.687,07 pontos, o S&P 500 cedeu 0,74%, aos 7.553,72 pontos, e o Nasdaq caiu 0,89%, aos 26.853,97 pontos.

O desempenho negativo refletiu a preocupação com os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e o avanço do petróleo, que reacendeu temores inflacionários.

Um relatório de emprego do setor privado mais forte que o esperado reforçou a leitura de que o Federal Reserve terá menos espaço para reduzir juros no curto prazo.

Maiores quedas

Entre as ações de maior peso, a Vale (VALE3) recuou 3,40%, pressionada pela queda do minério de ferro no exterior. Os grandes bancos também operaram no campo negativo, com Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11), Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) em baixa.

As perdas mais expressivas ficaram com a Dasa (DASA3), que despencou cerca de 12%, e a Hapvida (HAPV3), que caiu perto de 8%. A B3 ($B3SA3) recuou 4,61%.

Os setores de educação, varejo de vestuário e construção civil tiveram dia negativo, com quedas acentuadas em papéis como Vitru (VTRU3), Azzas 2154 (AZZA3), Lojas Renner (LREN3) e Tenda (TEND3).

Maiores altas

No reduzido grupo de altas, a Minerva (BEEF3) avançou 3,43%, amparada pela elevação de recomendação para compra pelo JPMorgan, que adotou postura contracíclica após a recente desvalorização do papel.

A Suzano (SUZB3) subiu 1,61%, e a Petrobras (PETR4) oscilou perto da estabilidade, sustentada pela valorização do petróleo.

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Commodities e cenário doméstico

No mercado de commodities, o petróleo subiu pelo terceiro pregão consecutivo, impulsionado pelo risco de interrupção na oferta diante do conflito. O contrato do WTI avançou cerca de 2%, na casa dos US$ 95 por barril, enquanto o Brent, referência internacional, operou perto dos US$ 97.

No cenário doméstico, indicadores reforçaram as preocupações com a inflação. A produção industrial brasileira avançou 0,7% em abril, quarta alta mensal seguida, enquanto o setor de serviços ficou quase estagnado em maio, com o PMI recuando a 50,4. O quadro levou a XP a elevar sua projeção para a taxa Selic ao fim de 2026 a 14%, com inflação estimada em 5,3%.

No ano, o Ibovespa ainda acumula valorização de 5,89%, apesar do recuo de 1,96% na semana. No segundo trimestre, o índice cede 8,40%.

Com o novo recuo, o mercado segue atento à evolução do conflito no Oriente Médio, ao desenrolar das medidas tarifárias dos Estados Unidos e à trajetória da inflação no Brasil, fatores que devem continuar pautando o comportamento do Ibovespa hoje nas próximas sessões.