A Coca-Cola (KO; COCA34) registrou lucro líquido de US$ 4,01 bilhões no terceiro trimestre, alta de 8,4% em relação aos US$ 3,7 bilhões apurados no mesmo período do ano anterior. O resultado equivale a 93 centavos por ação, ante 86 centavos por ação um ano antes.
Desconsiderando ganhos com transações e outros itens extraordinários, o lucro ajustado foi de 91 centavos por ação, acima dos 88 centavos projetados pelos analistas consultados pela LSEG. A receita também superou as expectativas do mercado, ao alcançar US$ 13,4 bilhões, contra estimativa de US$ 12,92 bilhões.
As vendas líquidas cresceram 7% na comparação anual. A receita orgânica, que exclui os efeitos de aquisições, desinvestimentos e variações cambiais, avançou no mesmo ritmo.
Com os resultados, a fabricante de bebidas elevou, na terça-feira, sua projeção para o ano completo pela terceira vez consecutiva, apesar da demanda enfraquecida no mercado norte-americano. A companhia agora espera crescimento de pelo menos 11% no lucro por ação comparável em 2025, acima da estimativa anterior, que indicava avanço de 9% a 10%.
A previsão para a receita orgânica também foi revisada para cima, para uma expansão de pelo menos 5%, ante a expectativa anterior de crescimento de aproximadamente 5%. No pré-mercado, as ações da Coca-Cola subiam cerca de 1%.
Demanda internacional sustenta crescimento
O volume de vendas por unidade da Coca-Cola aumentou 5% no trimestre, impulsionado principalmente pela demanda fora da América do Norte. No mercado doméstico, o volume permaneceu estável.
Nos últimos trimestres, executivos da companhia têm apontado a pressão sobre o orçamento dos consumidores norte-americanos, afetados pela inflação e pela incerteza econômica. Ainda assim, a empresa afirma que os clientes continuam comprando seus produtos, desde marcas premium, como a Fairlife, até os refrigerantes que levam o nome Coca-Cola.
Globalmente, o segmento de refrigerantes gaseificados registrou alta de 5% no volume de vendas, impulsionado pelo desempenho das marcas Coca-Cola, Coca-Cola Zero Açúcar e Coca-Cola Diet.
A divisão de água, bebidas esportivas, café e chá também apresentou crescimento de 5% no volume. O resultado foi favorecido pela maior demanda por água, incluindo a marca premium Smartwater. Enquanto o consumo de chá e café permaneceu estável, as bebidas esportivas registraram queda.
Já o segmento de sucos, laticínios de valor agregado e bebidas à base de plantas manteve o volume estável, apesar do crescimento de marcas como Fairlife e Minute Maid.
Os resultados mostram que a expansão internacional e o desempenho de diferentes categorias de bebidas continuam contribuindo para o crescimento da Coca-Cola, compensando parcialmente a estagnação do volume no mercado norte-americano.
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