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Certificação de reservas da Brava Energia não empolga; veja o porquê

Certificação de reservas da Brava Energia não empolga; veja o porquê

De acordo com os dados divulgados, as reservas totais 1P caíram 4%, para 459 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe), dos quais 92% correspondem a petróleo

A certificação de reservas reportada pela Brava Energia (BRAV3) não empolga o mercado. Relatório do banco Safra informou que apesar de uma queda anual no NPV10, avalia a atualização como neutra para a tese de investimento.

“Embora os volumes 1P tenham recuado de forma modesta, o relatório reforça a mudança em curso da companhia em direção à disciplina de capital e à otimização do portfólio, além de melhorias nos indicadores de eficiência e maior foco em ativos offshore de maior qualidade”, informou o trecho do relatório.

De acordo com os dados divulgados, as reservas totais 1P caíram 4%, para 459 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe), dos quais 92% correspondem a petróleo. O movimento foi impulsionado principalmente pelo segmento onshore, que perdeu 19 milhões de boe, totalizando 256 milhões de boe, enquanto os volumes offshore permaneceram praticamente estáveis em 203 milhões de boe.

Potiguar e Atlanta: principais detratores

No nível dos ativos, Potiguar (queda de12 milhões de boe) e Atlanta (recuo 10 milhões de boe) foram os principais detratores, parcialmente compensados por um leve aumento em Papa-Terra (alta de 2 milhões de boe). Peroá recuou a partir de uma base já baixa, enquanto Parque das Conchas foi incorporado ao perímetro da certificação, adicionando 8 milhões de boe de volumes 1P ao portfólio offshore.

Porém, a melhora na eficiência de capital foi o principal destaque nos números da companhia. O capex total caiu 22%, superando com folga a queda de 4% nas reservas, o que levou a uma redução do capex por barril de volumes provados, de US$ 5,98/boe para US$ 4,87/boe. Segundo o Safra, essa tendência é particularmente visível em ativos onshore como Potiguar, onde o capex recuou 43% frente a uma queda de 6% nos volumes.

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“Interpretamos essa dinâmica como uma realocação deliberada de capital para ativos offshore, que tendem a oferecer maior produtividade e eficiência de capital, e não como um sinal de deterioração estrutural do portfólio onshore”, ressalta outro ponto do relatório sobre a Brava Energia.

A principal exceção é Papa-Terra, onde o capex aumentou 16% apesar de volumes estáveis, o que pode exigir monitoramento do ponto de vista de execução.

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