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Câmara adia audiência com auditorias na CPI da Americanas

Câmara adia audiência com auditorias na CPI da Americanas

A Câmara dos Deputados adiou a audiência que seria realizada nesta terça-feira com representantes das auditorias KPMG e PwC dentro da CPI da Americanas (AMER3), que investiga as denúncias de fraudes contábeis descobertas na empresa no início do ano. 

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Carla Bellangero, sócia de auditoria da KPMG no Brasil, e Fábio Cajazeira Mendes, líder de auditoria da PwC, seriam ouvidos nesta terça-feira (4), mas a Mesa Diretora decidiu adiar todas as reuniões de comissões previstas para esta semana, inclusive nas CPIs, para concentrar esforços nas votações em plenário.

Entre as pautas, está a proposta que retoma o voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), última instância de recursos administrativos sobre as punições da Receita Federal, que está trancando a pauta da Casa. Também estão na fila de apreciação as alterações feitas pelo Senado no projeto do novo arcabouço fiscal e a possível votação em primeiro turno da reforma tributária. A ideia é que essas votações aconteçam antes do recesso, que vai de 18 a 31 de julho.

Assim, a tendência é que a CPI da Americanas seja retomada somente em agosto. Além da participação dos representantes das empresas de auditoria, foram convidados o ex-CEO Miguel Gutierrez e o ex-diretor financeiro e de relações com investidores Fábio da Silva Abrate, que ainda não haviam confirmado o comparecimento.

O convite às auditorias foi decidido depois que o atual presidente da Americanas, Leonardo Coelho, disse na CPI em 13 de julho que havia indícios de que as empresas ajudaram a encobrir as fraudes

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As auditorias disseram, em notas divulgadas à época, que estão proibidas de comentar sobre casos de clientes por cláusulas de sigilo nos contratos e regras da profissão. A KPMG fez a auditoria da Americanas entre os anos de 2016 e 2018. Em 2019, a PwC foi contratada pela varejista e aprovou sem ressalvas os últimos balanços. Apesar das acusações, os representantes são ouvidos como testemunhas, e não como parte investigada.

Na semana passada, a Americanas rescindiu o contrato com a PwC, substituindo a auditoria pela BDO, para auditar os balanços de 2022 e refazer os de 2021, bem como revisar os de 2023.

Na pauta da CPI estão ainda 13 requerimentos para convocação de testemunhas , como Camille Loyo Faria, nova diretora financeira e de relações com investidores da Americanas, e Marcio Cruz, ex-presidente da B2W e ex-CEO da Americanas digital. Esses requerimentos devem ser votados apenas após a retomada das atividades da comissão.

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