O BTG Pactual (BPAC11) encerrou o quarto trimestre do ano passado (4TRI25) com um lucro líquido de R$ 4,390 bilhões, um aumento de 40,5% frente ao mesmo período do ano passado, quando havia sido de R$ 3,124 bi. No acumulado do ano de 2025, o lucro líquido contábil cresceu 35,3%, passando de R$ 11,789 bilhões em 2024 para R$ 15,9 bi no ano passado.
De acordo com a instituição, o ano foi encerrado com novos recordes de resultados, impulsionados pela diversificação de negócios, desempenho recorde em todas as linhas de negócio e maior alavancagem operacional. As receitas totais somaram R$ 33 bilhões, enquanto o lucro líquido ajustado alcançou R$ 16,7 bilhões, crescimentos de 32% e 35%, respectivamente, em relação a 2024. O retorno ajustado sobre o patrimônio líquido (ROAE) atingiu 26,9%, avanço de 380 bps em relação aos 23,1% registrados em 2024.
No quarto trimestre de 2025, as receitas totais alcançaram R$ 9,1 bilhões, alta de 35% na comparação anual, enquanto o lucro líquido ajustado foi de R$ 4,6 bilhões, crescimento de 40%. Ambos os indicadores também foram recordes para o período.
“O lucro recorde e o ROAE de 26,9%, aliados às captações líquidas de R$ 354 bilhões no ano, evidenciam os investimentos estratégicos realizados ao longo da última década, que consolidam o BTG Pactual como um banco completo focado em seus clientes. Seguimos expandindo nossa oferta de produtos e serviços com foco em excelência e inovação”, afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

BTG Pactual: Investment Banking tem receitas de R$ 2,5 bilhões
A área de Investment Banking apresentou receitas de R$ 2,5 bilhões, impulsionadas por contribuições recordes tanto em DCM quanto M&A. No 4TRI25, as receitas totalizaram R$ 692 milhões, crescimento de 35,8% na comparação anual. O banco manteve posição de liderança nos rankings da indústria ao longo de 2025.
Em Corporate Lending e Business Banking, as receitas atingiram R$ 8,4 bilhões em 2025, avanço de 29,5% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, a receita foi de R$ 2,2 bilhões. O portfólio de crédito alcançou R$ 262,3 bilhões, crescimento de 18,3%, com spreads atrativos, maior diversificação de portfólio em novos produtos, segmentos e geografias e, provisionamento adequado. A carteira de PMEs totalizou R$ 32,2 bilhões, alta de 23,6% no ano.
A área de Sales & Trading registrou receitas recordes no ano e no trimestre, totalizando R$ 7,2 bilhões em 2025, impulsionada pela maior atividade de clientes e alocação eficiente de capital entre mercados e produtos. O VaR (Value At Risk) médio diário encerrou o ano em 0,27%, mantendo-se em níveis confortáveis e abaixo da média histórica. No trimestre, a receita foi de R$ 2 bilhões, também recorde para o período.
Em Asset Management, as receitas atingiram R$ 3 bilhões no ano e R$ 860 milhões no trimestre, crescimentos de 24% e 30%, respectivamente. O desempenho reflete o crescimento consistente dos ativos sob gestão e administração (AuM/AuA), que alcançaram R$ 1,2 trilhão em 2025. A área registrou captação líquida (NNM) de R$ 140 bilhões no ano, sendo R$ 61,8 bilhões no trimestre, refletindo o aumento da participação de mercado tanto nos fundos geridos quanto na área de asset servicing.
A área de Wealth Management e Personal Banking também apresentou receitas recordes, totalizando R$ 5 bilhões em 2025 e R$ 1,4 bilhão no 4TRI25. Os ativos sob gestão (WuM) atingiram R$ 1,2 trilhão, crescimento de 36,9% na comparação anual. A captação líquida foi de R$ 214 bilhões no ano e R$ 46,3 bilhões no trimestre, refletindo ganhos de escala e de participação de mercado, e a consolidação de aquisições estratégicas.
Índice de Basileia
O índice de Basileia foi 15,5% no ano. Considerando apenas o tier 1, o índice foi de 12,4%, reforçando a robustez e forte capitalização do banco. O índice de cobertura de liquidez (LCR) foi de 176,8%.
Em janeiro de 2026, o BTG Pactual concluiu a emissão de US$ 750 milhões em título de dívida sênior à uma taxa fixa de 5,5% a.a. e com vencimento em 5 anos no mercado internacional, alcançando o menor spread sobre títulos soberanos da história do banco.
Aquisições estratégicas
Em dezembro, o BTG Pactual concluiu a aquisição do M.Y. Safra Bank, um banco sediado em Nova York com licença bancária completa nos Estados Unidos. Ao longo de 2025, o BTG Pactual também concluiu a aquisição da JGP Wealth Management, Julius Baer Brasil e da fintech Justa, além de anunciar a aquisição da operação do HSBC no Uruguai, que permanece sujeita às aprovações regulatórias aplicáveis.
Com a aquisição das ações remanescentes do Banco PAN, o BTG Pactual passou a consolidar integralmente os resultados do PAN em seus relatórios gerenciais.






