O resultado do quarto trimestre de 2025 (4TRI25) da 3tentos (TTEN3) deve vir abaixo das expectativas iniciais do mercado, em meio à compressão de margens e a efeitos de timing operacional. Ainda assim, analistas avaliam que o desempenho mais fraco reflete um ciclo típico do agronegócio e não compromete a tese de crescimento de longo prazo da companhia.
Parte do mercado pode interpretar o trimestre mais fraco como consequência de anos de forte expansão. Para o BTG Pactual, no entanto, essa leitura não encontra respaldo no histórico recente da empresa.
“Escalar raramente é fácil: o número de funcionários aumenta, a geografia se torna mais complexa, novas unidades de negócios surgem e os desafios de execução se multiplicam ao longo do caminho”, afirmam os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, em relatório.
Segundo o banco, a 3tentos expandiu sua receita de cerca de R$ 5 bilhões em 2021 para aproximadamente R$ 16 bilhões em 2025, com ganho de participação de mercado em um ambiente desafiador para concorrentes e manutenção de elevados retornos sobre o capital investido.
“Ainda assim, parte dessa preocupação parece estar afetando as ações recentemente, o que consideramos estar amplamente atrelado às expectativas para o último trimestre de 2025”, pontuam os analistas do BTG. Em 12 meses, os papéis da companhia acumulam queda de cerca de 3%, enquanto o Ibovespa avançou 45,7% no mesmo período.
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Resultado fraco da 3tentos passa por compressão de margens e trading
Na mesma linha, o Bradesco BBI projeta que o balanço do 4T25 venha abaixo das estimativas iniciais do mercado, sobretudo em função da compressão de margens nos segmentos de esmagamento e trading, após ajustes de hedge e aumento dos custos logísticos.
“Entretanto, seguimos vendo 2026 como um ano potencialmente mais favorável, diante da recuperação esperada da safra gaúcha, o que deve melhorar a competitividade da originação e aliviar o prêmio da soja no Brasil”, afirmam Henrique Brustolin e Ricardo Rosalen.
Apesar do trimestre mais fraco, a 3tentos segue como “top pick” do setor de agronegócio. O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da companhia, com preço-alvo de R$ 26, o que implica um potencial de valorização de aproximadamente 67%.
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