Os investidores da Azzas (AZZA3) ainda não “compraram” as recentes mudanças na diretoria da companhia. As ações da rede de vestuário figuram entre as que possuem o maior percentual alugado em relação ao free float, com 14,7%.
Na semana passada, a empresa unificou as unidades de Shoes & Bags e Basic com a liderança de David Python, que possui experiência no setor de calçados, incluindo sete anos de atuação na Arezzo&Co e 12 anos de experiência internacional.
Segundo a Azzas, o movimento reflete o objetivo de simplificação e geração de valor.
“As semelhanças e complementaridades entre as referidas unidades de negócio, tais como, a origem industrial e a distribuição majoritariamente nos canais B2B – tendo o franchising como uma base relevante do modelo de negócios, dentre outras, possibilitam este movimento já planejado em sua estratégia de negócio”, mostra um comunicado enviado ao mercado.
O analista Ricardo França, da Ágora Investimentos, escreveu em um relatório enviado a clientes nesta segunda-feira (9) que entende que a reorganização busca ganhar eficiência, capturar sinergias marginais e destravar valor aos acionistas, especialmente com a liderança de um executivo experiente como Python.
“Por outro lado, reconhecemos que mais uma mudança na alta gestão pode gerar apreensão no mercado, reforçando a percepção de que o processo de reestruturação da companhia ainda está em curso e com baixa visibilidade sobre quando a empresa poderá superar totalmente o atual período de ajustes”, conclui.
As ações da Azzas têm queda de 1,4% em 2026, enquanto o Ibovespa sobe 14%. Os resultados do quarto trimestre de 2025 serão apresentados no próximo dia 11 de março.
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