Home
Notícias
Ações
Braskem pode sofrer novo revés com investidor; entenda

Braskem pode sofrer novo revés com investidor; entenda

Compra de dívidas por fundos especializados adiciona nova camada de incerteza ao futuro da Braskem

A Braskem (BRKM5) entrou em um novo capítulo de sua reestruturação financeira após a entrada de investidores especializados em dívida estressada, como a Elliott Investment Management e a SVP Global.

Segundo análise do Bradesco BBI, o movimento adiciona complexidade ao processo e pode tornar mais desafiadoras as negociações em andamento com credores, especialmente diante do histórico desses players no mercado internacional.

Os fundos, segundo a Bloomberg, passaram a adquirir títulos de dívida da companhia no mercado secundário, o que lhes garante participação ativa nas discussões sobre a reestruturação. Além disso, a Elliott aumentou sua exposição a papéis internacionais da petroquímica, reforçando sua posição estratégica.

Publicidade
Publicidade

A entrada de investidores como a Elliott sugere maior resistência às condições propostas pela Braskem”, afirmam os analistas Vicente Falanga e Ricardo França.

A companhia busca renegociar seu endividamento após enfrentar deterioração operacional no setor petroquímico e os impactos do desastre ambiental em Alagoas.

Negociação tende a ficar mais dura

A expectativa é de que os novos investidores defendam termos mais rigorosos que os atualmente colocados na mesa, que incluem extensão de prazos e redução de juros. Esse cenário eleva o risco de um processo mais longo e potencialmente mais oneroso para a companhia.

“A Elliott é conhecida por adotar uma postura agressiva em processos de reestruturação, o que pode dificultar concessões na negociação”, destacam Falanga e França.

O histórico do fundo inclui disputas relevantes com governos e empresas, utilizando instrumentos jurídicos e pressão contratual para maximizar o retorno.

Nesse contexto, a presença desse tipo de investidor tende a alterar o equilíbrio de forças entre credores e a própria Braskem. A companhia, que já enfrenta um ambiente operacional desafiador, passa a lidar também com uma base de credores potencialmente menos disposta a aceitar condições mais flexíveis.

Impacto potencial para acionistas

Para o mercado de ações, o cenário pode ser mais adverso. A entrada de fundos especializados em dívida estressada costuma priorizar a recuperação de crédito, o que pode ocorrer em detrimento dos interesses dos acionistas.

“Caso a Elliott consolide sua posição, o caminho para os acionistas tende a se tornar mais desafiador”, afirmam os analistas.

Isso porque, em processos de reestruturação, credores com maior poder de barganha podem pressionar por condições que diluam o valor residual do capital próprio.

Leia também: