A Braskem (BRKM5) informou nesta quinta-feira (20) que teve R$ 1,1 bilhão bloqueado pela justiça por afundamento de bairros registrados em Maceió, capital das Alagoas.
Por conta disso, suas ações caíam 1,57% por volta das 14h30 de hoje, cotadas em 19,49. O papel não resiste à pressão par parte dos acontecimentos.
Principalmente porque a companhia, que está negociando a venda de ativos, ganhou como inimigo um Senador da República.
Acontece que o alagoano Renan Calheiros, cuja família é uma das que comanda o Estado Nordestino, recorreu ao Ministério Público para que este intervenha na empresa. E conseguiu.
Os danos na localidade, por sua vez, são atribuídos à extração de sal-gema e, assim, a companhia é alvo de duas novas ações.
Já o pedido que foi atendido pela Justiça partiu do governo do Estado, que alega perda de receitas tributárias e perdas de imóveis localizados na área de risco.
Em outra ação, a Defensoria Pública solicita a inclusão de moradores da região dos Flexais no programa de realocação e compensação financeira da Braskem, além de uma indenização de R$ 1,7 bilhão.
Em resposta, a Braskem emitiu nota informando que tomará as medidas pertinentes nos prazos legais aplicáveis. A companhia é uma petroquímica controlada pela Novonor (ex-Odebrecht) e Petrobras (PETR4).

Braskem (BRKM5): o caso
Vale lembrar que o caso iniciou com tremores de terra registrados em 2018 em uma região de Maceió na qual a Braskem explorava sal-gema, insumo da cadeia produtiva do PVC.
À época, os tremores provocaram rachaduras em casas e edifícios, além de crateras nas ruas de vários bairros da cidade.
Por conta disso, inúmeros moradores se viram obrigados a mudarem por questões de segurança e, em abril de 2019 as autoridades entraram com processo contra a empresa.
No mês seguinte o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) publicou um estudo com a conclusão que, de fato, a principal causa das rachaduras era a atividade da petroquímica.
Desta forma, e em meio a muitas polêmicas, a empresa encerrou a exploração de sal-gema e também as fábricas de cloro-álcali e dicloreto de etileno em Maceió. Desde então, a companhia gastou bilhões de reais para realocar as famílias atingidas pelas rachaduras.
Atualmente, os valores de desembolsos somados ultrapassam os R$ 13 bilhões.
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