O Bradesco (BBDC4) lucrou R$ 7,050 bilhões em base recorrente no 2º trimestre de 2026, alta de 16,2% em um ano, no décimo trimestre consecutivo de crescimento. O ROAE, retorno sobre o patrimônio líquido médio, ficou em 16,2%.
As receitas totais somaram R$ 37,6 bilhões, avanço de 10,3%. A margem financeira alcançou R$ 20,872 bilhões, alta de 15,7%, sendo R$ 20,199 bilhões vindos de clientes e R$ 673 milhões da tesouraria.
A despesa com provisão para devedores duvidosos na carteira expandida chegou a R$ 9,985 bilhões, crescimento de 22,6% em 12 meses. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,3%, avanço de 0,2 ponto percentual em um ano.
Crédito cresce puxado por empresas
A carteira de crédito expandida encerrou junho em R$ 1,137 trilhão, alta de 11,6% em um ano. O crédito a pessoas jurídicas cresceu 14,1% e o destinado a pessoas físicas, 8,4%, com destaque para capital de giro com garantias, consignado privado, veículos e rural.
As receitas de prestação de serviços ficaram em R$ 10,486 bilhões, alta de 1,7%, puxadas por administração de fundos, custódia, cartões e consórcios. As despesas de pessoal e administrativas somaram R$ 13,1 bilhões, e o índice de eficiência operacional recuou para 46,5%.
Seguros lucram R$ 2,9 bilhões
O grupo segurador lucrou R$ 2,9 bilhões, alta de 28,3% em um ano, com retorno sobre o patrimônio de 22,8%.
O banco distribuiu R$ 4 bilhões em juros sobre capital próprio no trimestre e manteve todas as projeções anuais divulgadas ao mercado.






