A Azul (AZUL3) deve fechar o 2º trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 767 milhões, na projeção do Bradesco BBI, ante lucro de R$ 1,293 bilhão registrado um ano antes.
A receita líquida prevista é de R$ 4,9 bilhões, alta de 1% na comparação anual. O avanço quase nulo do faturamento contrasta com a escalada dos custos de combustível no período.
Já o Ebitda projetado soma R$ 470 milhões, queda de 59% em 12 meses. O aumento do petróleo, segundo o banco, deve ser integralmente absorvido pelos lucros do trimestre.
“Acreditamos que o segundo trimestre de 2026 marcará o ponto de máxima pressão nos custos de combustível para as companhias aéreas, resultando no piso para as margens operacionais do setor no ano”, escreveram André Ferreira e Ricardo França, analistas do Bradesco BBI.
Preço-alvo cai para R$ 24,00
O banco atualizou o modelo para incorporar as premissas macroeconômicas mais recentes e a curva de preços de combustível. A recomendação segue neutra, com preço-alvo cortado para R$ 24 ao fim de 2026.
“Apesar da forte contração esperada no Ebitda na comparação anual para a Azul, vemos a recuperação dos yields como um fator mitigador importante”, apontaram Ferreira e França.
O yield mede quanto a companhia arrecada por passageiro a cada quilômetro voado. É o indicador que mostra se o repasse de custos às tarifas está funcionando.
Alívio no combustível é a aposta para os próximos meses
Pelas contas do banco, a margem Ebitda do trimestre fica em torno de 9,6% da receita líquida, patamar bem abaixo do registrado no mesmo período de 2025. A recuperação depende de dois movimentos simultâneos: tarifas mais altas e querosene mais barato.
“Para os próximos trimestres, a expectativa é de melhora gradual nas margens, suportada pelo alívio na curva de combustíveis e pela contínua reprecificação de passagens”, projetaram os analistas do Bradesco BBI.






