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Copom corta Selic para 14% ao ano em decisão unânime

Copom corta Selic para 14% ao ano em decisão unânime

Riscos para a inflação seguem acima do usual, com assimetria para cima, segundo o comunicado

O Copom reduziu a Selic para 14% ao ano nesta quarta-feira (5), corte de 0,25 ponto percentual. O Banco Central considera a decisão compatível com a convergência da inflação para o redor da meta no horizonte relevante.

A votação foi unânime entre os sete membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo, que preside o colegiado, Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.

Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia desacelerou, mas segue acima do limite superior da meta. As medidas subjacentes, que excluem os itens mais voláteis, recuaram para patamar ligeiramente abaixo desse teto.

“O conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião sugere uma moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em patamar resiliente, com sinais mistos entre setores, e mercado de trabalho aquecido”, diz o comunicado do Copom.

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Projeção para 2028 fica em 3,2%

No cenário de referência, o Banco Central projeta IPCA de 5,1% em 2026, de 3,8% em 2027 e de 3,2% no 1º trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária. A pesquisa Focus aponta 5,0% e 4,2% para 2026 e 2027.

Os riscos seguem mais elevados que o usual, com assimetria de alta. Entre eles estão a desancoragem prolongada das expectativas, a resiliência maior da inflação de serviços, um câmbio persistentemente depreciado e estímulos ao consumo acima do produto potencial.

“A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”, reafirmou o Comitê.

Oriente Médio e fiscal no acompanhamento

O ambiente externo permanece incerto pela indefinição sobre os conflitos armados no Oriente Médio e pelo rumo da política monetária em economias avançadas. O Comitê também acompanha os efeitos da política fiscal doméstica sobre os juros e os ativos financeiros.

“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária”, afirmou o Copom.