A XP Investimentos reformulou sua Carteira Top Ações com uma estratégia voltada para ampliar a participação de empresas dos setores de petróleo, indústria e infraestrutura. Na revisão mensal, a corretora aumentou o peso de Petrobras (PETR4), Embraer (EMBJ3), Gerdau (GGBR4), Sabesp (SBSP3) e dos BDRs do Nubank (ROXO34), ao mesmo tempo em que retirou B3 ($B3SA3) e Localiza (RENT3) da seleção.
Entre as principais mudanças, a casa retirou as ações da B3, citando um ambiente mais desafiador para o mercado de capitais diante da perspectiva de juros elevados por mais tempo. A Localiza também deixou a carteira em um movimento classificado como tático, embora a XP afirme manter uma visão positiva sobre os fundamentos da companhia.
Na outra ponta, a corretora elevou de 5% para 7,5% a participação dos BDRs do Nubank, apostando em uma recuperação dos resultados no segundo trimestre, o que pode impulsionar o desempenho das ações.
Petrobras, Gerdau e Embraer ganham mais espaço
A XP dobrou a participação da Petrobras, de 5% para 10%, com o objetivo de ampliar a exposição da carteira ao setor de petróleo e gás. A Gerdau também teve seu peso elevado para 10%, sustentada pela expectativa de continuidade do forte desempenho operacional na América do Norte e de resultados robustos no segundo trimestre de 2026.
A Embraer foi outra companhia que ganhou espaço, passando de 5% para 10%. Segundo a XP, a decisão reflete a confiança na trajetória operacional da fabricante de aeronaves, apoiada por uma carteira de pedidos robusta.
Já a Sabesp teve sua participação ampliada de 5% para 7,5%. Para a corretora, a empresa pode estar entre as principais beneficiadas em um cenário de retomada dos fluxos de investimentos estrangeiros para a Bolsa brasileira.
Por outro lado, a participação da Iguatemi foi reduzida de 10% para 7,5%, em linha com a estratégia de diminuir a exposição da carteira a empresas mais dependentes da atividade econômica doméstica.
A Carteira Top Ações reúne as principais recomendações dos analistas da XP e é revisada mensalmente. O objetivo é superar o desempenho do Ibovespa no longo prazo por meio de uma seleção de empresas com fundamentos sólidos, potencial de crescimento, valuation atrativo e diversificação setorial.






