A BlackRock recomenda alocação acima da média em dívida de mercados emergentes, com destaque especial para Brasil, Colômbia e México.
Os títulos em moeda local dessas economias oferecem, na visão da gestora, “uma combinação muito atrativa de retorno e risco” num momento em que os juros americanos seguem elevados.
A mudança de tom em relação aos emergentes é relevante porque vem de uma das maiores gestoras do mundo. Em renda fixa, a BlackRock avalia que esses países superaram a instabilidade que os marcava no passado.
“Não observamos crise grave, apesar do ciclo de taxas de juros elevadas nos EUA e da recente incerteza geopolítica decorrente do conflito no Oriente Médio“, destaca a gestora. A resiliência dos fundamentos foi o argumento central para a recomendação.
Para ações, postura mais cautelosa no segundo semestre
O recado para a renda variável vai na direção contrária. A BlackRock mudou sua diretriz em ações de emergentes de alocação acima da média para neutra a partir do segundo semestre.
O movimento sugere que a gestora prefere capturar o prêmio de risco da região pela via dos juros, onde a relação retorno-risco é considerada mais favorável, do que por meio da bolsa, onde a volatilidade tende a ser maior num cenário de incerteza geopolítica e juros americanos ainda pressionados.
Goldman Sachs: compra de Brasil
Em um relatório divulgado na quarta-feira (1º), o Goldman Sachs manteve recomendação de compra para as ações do Brasil, que segue como a principal preferência do banco na América Latina.
Segundo os analistas, a bolsa brasileira continua negociando a múltiplos considerados baixos, especialmente quando comparados às taxas de juros de longo prazo e ao comportamento observado em ciclos anteriores de cortes da Selic.
Para o Goldman Sachs, as ações daqui são negociadas a cerca de 8 vezes o lucro projetado, patamar visto como atrativo diante do histórico do mercado. O banco salienta que esse desconto reforça a assimetria positiva para o Brasil, apesar da possibilidade de aumento da volatilidade no segundo semestre, com a aproximação das eleições.
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