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BDRs da SpaceX (SPCX34) disparam quase 20% e fecham na máxima no segundo pregão na B3

BDRs da SpaceX (SPCX34) disparam quase 20% e fecham na máxima no segundo pregão na B3

Os recibos acompanharam a disparada da ação na Nasdaq, que levou o valor de mercado da empresa de Elon Musk para perto de US$ 2,5 trilhões

Os BDRs da SpaceX (SPCX34) fecharam o segundo pregão de negociação na B3 em alta de 18,67%, na máxima do dia, a R$ 64,96. Os recibos seguiram o forte avanço da ação da companhia de Elon Musk na Nasdaq, que estendeu os ganhos da estreia recorde da semana passada.

Na estreia, na última sexta-feira (12), o papel já havia subido 18,15%. O SPCX34 é um BDR não patrocinado, com o Banco B3 como instituição depositária e paridade de 1 para 15, ou seja, cada ação negociada no exterior corresponde a 15 recibos na bolsa brasileira.

Em Nova York, a ação da SpaceX, negociada na Nasdaq sob o código SPCX, subiu mais de 19% nesta segunda-feira, a US$ 192,50, elevando o valor de mercado da empresa para cerca de US$ 2,5 trilhões.

O movimento foi alimentado pela alta das bolsas americanas e pela expectativa de que a companhia entre no índice Nasdaq-100 nos próximos dias, o que tende a atrair fluxo de fundos passivos. No domingo, Musk afirmou que a empresa pode gerar US$ 1 trilhão em receita até 2030.

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O IPO recorde

A SpaceX abriu capital na sexta-feira no maior IPO da história. A operação saiu a US$ 135 por ação e captou cerca de US$ 75 bilhões, avaliando a empresa em US$ 1,77 trilhão na estreia e superando com folga o recorde anterior, de US$ 29,4 bilhões, estabelecido pela Saudi Aramco em 2019. O BTG Pactual foi o único banco latino-americano no grupo de coordenadores da oferta.

Apesar do entusiasmo, analistas pedem cautela. A SpaceX registrou prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões em 2025, sobre receita de US$ 18,7 bilhões, e o reduzido número de ações em circulação, perto de 4% do total, tende a aumentar a volatilidade nas primeiras semanas de negociação.

Parte das casas considera o preço esticado, com a Morningstar avaliando o papel em US$ 63, bem abaixo dos níveis atuais.

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