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BB: Agro melhora, mas cartão e consignado seguram a recuperação

BB: Agro melhora, mas cartão e consignado seguram a recuperação

XP atualizou as estimativas para o Banco do Brasil e fixou preço-alvo de R$ 21,00 por ação para o fim de 2027, com recomendação neutra

A XP Investimentos manteve a recomendação neutra para o Banco do Brasil (BBAS3) e estabeleceu preço-alvo de R$ 21,00 por ação para o fim de 2027. A revisão incorpora os resultados trimestrais recentes e os novos dados macroeconômicos.

O ponto de partida é positivo. A perspectiva para o agronegócio ficou gradualmente mais favorável, sustentada pela Medida Provisória 1.376 e por um ambiente melhor para os produtores rurais, o que tende a melhorar a qualidade dos ativos e reduzir o custo de risco nos próximos trimestres.

“A deterioração relevante da carteira de pessoa física, sobretudo em cartões de crédito e produtos consignados, deve compensar parcialmente a recuperação do agro e resultar em uma normalização mais gradual dos lucros”, apontam Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti, analistas da XP Investimentos.

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Pouco espaço para aumentar os dividendos

O segundo entrave está no balanço. Os índices de capital seguem apertados e o patrimônio tangível encolheu, combinação que tende a manter a administração concentrada em preservar flexibilidade em vez de distribuir mais aos acionistas.

“Vemos espaço limitado para aumento do payout”, observam Guttmann, Guimarães e Meneghetti. O payout é a parcela do lucro destinada a dividendos e juros sobre capital próprio.

Valuation deixa pouca margem

O terceiro ponto é o preço. A ação negocia acima do próprio múltiplo histórico, perto de 5 vezes o lucro projetado para 2027, mesmo em um exercício de cenário estressado.

“Seguimos cautelosos diante do ambiente macroeconômico adverso, dos riscos de execução relacionados à Medida Provisória 1.376, da qualidade dos ativos ainda pressionada e da flexibilidade de capital limitada. Com o valuation oferecendo pouco espaço para uma reprecificação positiva no curto prazo, mantemos a recomendação neutra”, projetam Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti, analistas da XP Investimentos.