O Banco Inter (INBR32) registrou lucro líquido de R$ 421 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 34% frente aos R$ 315 milhões apurados no mesmo período do ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado alcançou 16,3%, avanço de 2,4 pontos percentuais em 12 meses.
A receita líquida somou R$ 2,64 bilhões, alta anual de 31,7%, enquanto a receita bruta avançou 29%, para R$ 4,59 bilhões. O banco atribuiu o desempenho principalmente ao crescimento da carteira de crédito e à expansão da margem financeira.
Receita cresce 31,7% e eficiência melhora
A receita líquida de juros aumentou 39% na comparação anual, apoiada pela expansão do consignado privado e pela maior receita de juros do cartão de crédito. A receita líquida de tarifas cresceu 11%, impulsionada por intercâmbio, seguros e outras fontes.
A margem financeira NIM 2.0 chegou ao recorde de 10,12%, alta de 1,05 ponto percentual em um ano. O índice de eficiência recuou de 47,1% para 42,1%; quanto menor o indicador, maior a parcela da receita preservada após as despesas operacionais.
“Neste trimestre, a Rule of 50 já é uma realidade, com o crescimento da receita em 32% YoY e ROE superando 16%. Esse marco reflete nossa capacidade de alcançar crescimento escalável e rentável, impulsionado por um modelo que ultrapassou a neutralidade de capital”, afirma João Vitor Menin, CEO global da Inter&Co.
Os depósitos totalizaram R$ 77,2 bilhões, alta anual de 24%. O custo de captação ficou em 65,9% do CDI, diante de 64,8% no 2T25.
Leia também:
Crédito avança, mas inadimplência sobe
A carteira bruta de crédito cresceu 29,1%, para R$ 51,9 bilhões. O consignado privado alcançou R$ 2,8 bilhões, ante R$ 700 milhões um ano antes, enquanto as carteiras de cartão de crédito e de crédito imobiliário avançaram 23,3% e 37,1%, respectivamente.
A expansão veio acompanhada de piora dos indicadores de qualidade. A inadimplência acima de 90 dias passou de 4,6% no 2T25 para 5,3%, e o custo do risco subiu de 5% para 5,9%. Segundo o banco, o consignado privado respondeu por 0,53 ponto percentual do aumento anual da inadimplência.
“No Consignado Privado, a maior parte da inadimplência observada continua sendo originada por questões operacionais ainda em processo de maturação, uma vez que o produto é relativamente novo e os sistemas ainda não estão totalmente otimizados”, afirma o Inter.
A companhia também ajustou a política de baixa contábil dos cartões, com impacto não recorrente de 0,3 ponto percentual na inadimplência acima de 90 dias, sem efeito nas provisões ou no custo do risco. O índice de Basileia encerrou junho em 14,4%, queda de 1,3 ponto percentual em um ano.






