A Axia (AXIA3) vai estrear no Novo Mercado no dia 8 de junho. A B3 ($B3SA3) aprovou a entrada da ex-Eletrobras no segmento nesta quarta-feira (20), que representa o mais elevado padrão de governança corporativa do mercado brasileiro.
Com isso, a negociações das ações terá mudanças. A companhia passará a ter exclusivamente ações ordinárias (ON), negociadas sob o código AXIA3, e ações preferenciais classe “C” (PNC), negociadas sob o código AXIA7 e, conversíveis ou resgatáveis em sua totalidade até 2031.
Já as ações preferenciais classe “A1” (PNA1) e de classe “B1” (PNB1) serão convertidas em ações ON, na proporção de 1,1 ação ON para cada 1 ação PNA1 ou PNB1. Os ADRs lastreados em ações PNB1 (ADR PNB1) serão convertidos em ADRs lastreados em ações ON (ADR ON), também na proporção de 1,1 ADR ON para cada 1 ADR PNB1.
Com isso, o último dia para a negociações dos papéis PNA1 e PNB1 será no dia 5 de junho, ao passo que o crédito das ações ON para os antigos titulares dos ativos que serão convertidos, será no dia 10 do mesmo mês.
Frações de ações
Adicionalmente, a Axia esclarece que as eventuais frações de ações ON decorrentes do resultado da conversão acima serão agrupadas e alienadas por meio de leilão em bolsa, sendo que o resultado líquido das vendas nesse leilão será distribuído proporcionalmente aos acionistas titulares das frações. Os procedimentos e prazos serão divulgados posteriormente.
“A Axia Energia reforça que a migração para o Novo Mercado representa uma etapa relevante na simplificação da estrutura de capital da Companhia, resultando no aumento de liquidez de suas ações e na evolução contínua de suas práticas de governança corporativa”, informou a empresa em nota.
A migração ao Novo Mercado havia sido adiantada durante a teleconferência de resultados com analistas após a divulgação do balanço da companhia referente ao primeiro trimestre do ano, realizada no dia 7 de maio.
O que é o Novo Mercado
O Novo Mercado representa o mais alto nível de governança corporativa da bolsa brasileira, reunindo empresas que adotam práticas mais rígidas de transparência e proteção aos acionistas do que aquelas exigidas pela legislação nacional.
Criado no ano 2000, o segmento foi desenvolvido com o objetivo de elevar os padrões de governança das companhias listadas, fortalecendo a confiança dos investidores e ampliando a atratividade do mercado de capitais brasileiro.
As empresas que integram o Novo Mercado precisam cumprir uma série de exigências relacionadas à administração, divulgação de informações financeiras e direitos dos acionistas minoritários.
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