A Aura Minerals (AURA33) vai internalizar a operação e a manutenção da frota de mineração de suas operações brasileiras, em uma transação que, segundo o Safra, pode melhorar a eficiência e reduzir os custos de produção de ouro a partir de 2027. No pregão desta sexta-feira (2), os BDRs da Aura têm alta de aproximadamente 3%, a aproximadamente R$ 141.
A companhia anunciou a aquisição da empresa que atualmente é responsável pela frota, pelo aluguel de equipamentos e pelo fornecimento de mão de obra dedicada às minas de Apoena, Almas e Borborema. O negócio tem valor empresarial de R$ 612 milhões, equivalente a cerca de US$ 118 milhões.
Até R$ 250 milhões serão pagos em dinheiro. O restante corresponde ao financiamento de equipamentos que será assumido pela Aura e a pagamentos contingentes.
A mudança está prevista para começar em janeiro de 2027. Com a operação sob seu controle direto, a Aura espera melhorar a disponibilidade e a confiabilidade dos equipamentos, além de reduzir o custo total de sustentação (AISC) das três minas em US$ 150 a US$ 200 por onça de ouro vendida.
Safra estima ganho líquido de US$ 81 milhões
Considerando o ponto médio da projeção da Aura, de US$ 175 por onça, o Safra calcula que a redução de custos elevaria em aproximadamente US$ 199 milhões o valor presente líquido combinado de Apoena, Almas e Borborema.
Descontado o valor empresarial de cerca de US$ 118 milhões da aquisição, o banco estima um ganho líquido de aproximadamente US$ 81 milhões, ou US$ 1,10 por ação.
O impacto, porém, é limitado quando considerado o valor total da companhia: o Safra estima que a operação represente cerca de 1% de aumento no NAV e no preço-alvo da Aura.
Internalização: maior controle operacional
A aquisição muda o modelo adotado atualmente nas três operações brasileiras. Em vez de depender de uma empresa terceirizada para disponibilizar e manter os equipamentos, a Aura passará a controlar diretamente a atividade.
Para o Safra, a operação é levemente positiva porque o valor presente das economias esperadas supera o custo da aquisição mesmo considerando o limite inferior da projeção da companhia para a redução do AISC.
O negócio ainda está sujeito a condições usuais de fechamento, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Leia também:






