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Retomada das hidrelétricas é positiva para a WEG, dizem analistas

Retomada das hidrelétricas é positiva para a WEG, dizem analistas

Leilão de capacidade de março contratou 2,5 GW, maior volume em anos, e encerra um longo jejum de grandes obras hidrelétricas desde 2013

A volta dos grandes projetos hidrelétricos ao Brasil é uma boa notícia para a WEG (WEGE3), na leitura de analistas da Ágora Investimentos e do Bradesco BBI. O leilão de capacidade realizado em março contratou 2,5 gigawatts (GW), o maior volume em anos.

O número ganha peso quando se olha para trás. Desde 2013, o país praticamente não via grandes obras do tipo, e a fatia das hidrelétricas na capacidade instalada encolheu de mais de 90% para cerca de 47%.

Licenciamento ambiental mais restritivo e a expansão acelerada das fontes eólica e solar explicam a perda de espaço. No entanto, a necessidade de garantir segurança energética e os leilões de capacidade devolveram tração ao segmento.

Potencial de 18,5 GW

O espaço para crescer não depende só de novas barragens. Estudos indicam potencial de 7,5 GW com a instalação de novas unidades geradoras em usinas que já operam, e outros 11 GW em projetos de modernização e repotenciação.

Há empresas já se movendo. A Copel (CPLE3) pretende submeter 4 GW em projetos ainda este ano, enquanto outros grupos tocam estudos de viabilidade.

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Entre os fornecedores, o tom também é otimista. Cláudio Trejger, CEO da divisão Hydro Power da GE Vernova (GEV), mostrou uma visão positiva para os próximos anos.

A companhia americana já participa de vários projetos de retrofit, nome dado à reforma e atualização de usinas em operação. Também se posiciona para os próximos leilões de capacidade e trabalha na modernização tecnológica de Itaipu.

O que muda para a WEG

Para a fabricante de Jaraguá do Sul (SC), a retomada reabre uma frente de demanda que ficou quase parada por mais de uma década. O efeito sobre os números, contudo, ainda não entrou nas contas.

“Leitura positiva para a WEG, mas sem impacto em nossas estimativas ou preço-alvo”, afirmaram os analistas da Ágora Investimentos e do Bradesco BBI.

Na prática, o ganho tende a aparecer aos poucos. Entre leilão, licenciamento e obra, um projeto hidrelétrico leva anos até virar pedido firme na carteira dos fornecedores de equipamentos.

“O retorno dos grandes projetos hidrelétricos reforça um ciclo de investimentos mais favorável para o setor e pode sustentar a demanda por equipamentos fornecidos pela WEG, incluindo soluções para geração de energia”, apontaram os analistas.