Após reunião com a administração da Armac (ARML3), analistas do Bradesco BBI reforçaram a avaliação de que a companhia entrou em uma segunda fase de seu plano de turnaround, agora concentrada na otimização da frota e no fortalecimento da geração de caixa.
Segundo o banco, a estratégia está baseada na aceleração da rotação de ativos por meio da expansão do canal de seminovos e na incorporação de equipamentos chineses adquiridos a custos mais competitivos. A expectativa é que as medidas aumentem a eficiência operacional e reduzam a necessidade de investimentos nos próximos anos.
Estratégia busca reduzir capex e melhorar geração de caixa
Na avaliação dos analistas, a nova fase do turnaround deve resultar em maior depreciação no curto prazo, reflexo da renovação da frota e da maior velocidade de monetização dos ativos. Apesar disso, os impactos financeiros tendem a ser positivos.
O Bradesco BBI destaca que a estratégia pode reduzir os investimentos necessários para a operação, melhorar o capital de giro e acelerar o processo de desalavancagem da companhia. A maior rotação dos equipamentos também deve contribuir para uma geração de caixa mais robusta e recorrente.
Modelo operacional ganha escala
Outro ponto destacado pelo banco é o fortalecimento do modelo operacional da Armac. Com uma rede mais densa e maior disponibilidade de equipamentos, a companhia passa a ter melhores condições para ampliar sua atuação em contratos spot, de curto prazo.
Segundo os analistas, essa maior flexibilidade comercial pode aumentar a utilização da frota e ampliar a capacidade de crescimento da empresa sem demandar investimentos proporcionais.
BBI mantém recomendação de compra para ARML3
Para o Bradesco BBI, a combinação entre disciplina financeira, maior eficiência operacional e melhora estrutural da geração de caixa torna a tese de investimento mais atrativa.
“Consideramos a Armac uma companhia mais eficiente e escalável, com melhora estrutural na geração de caixa e valuation das ações ainda descontado”, escreveram os analistas em relatório.
Mesmo após ajustarem o preço-alvo para R$ 6,00 por ação, os especialistas mantiveram a recomendação de compra para os papéis da companhia, avaliando que o potencial de valorização permanece relevante diante dos fundamentos do negócio.






