Nesta sexta-feira (26), a Anglo American (AAL; AAGO34) rejeitou uma oferta pública de aquisição da BHP (BHP; BHGP34), afirmando que a proposta “subestima significativamente” a empresa e suas perspectivas futuras.
A BHP, sediada na Austrália, anunciou na quinta-feira uma oferta de aquisição de todas as ações que avaliou a Anglo American em 31,1 bilhões de libras (US$ 38,9 bilhões). Essa aquisição teria criado a maior mineradora do mundo.
Após o anúncio de recusa, as ações da Anglo American reduziram as perdas e foram negociadas em queda de 0,2%, enquanto outras ações do setor de mineração apresentaram alta.
Em comunicado, o presidente da Anglo American, Stuart Chambers, descreveu a proposta como “oportunista”.
“A proposta da BHP é oportunista e não reflete adequadamente as perspectivas da Anglo American, além de diluir significativamente o valor relativo da participação dos acionistas da Anglo American em relação aos acionistas da BHP”, afirmou Chambers.
A oferta incluía a condição de que a Anglo American se desfizesse totalmente de suas participações na Anglo American Platinum Limited, com sede na África do Sul, e na Kumba Iron Ore Limited, entidades que respondem por uma grande proporção da produção de cobre da empresa.
Stuart Chambers também destacou que a reestruturação proposta era “altamente pouco atraente”, pois criaria incerteza substancial e risco de execução suportado principalmente pela Anglo American, seus acionistas e outras partes interessadas.
As ações da Anglo American Platinum subiram mais de 2% após o anúncio, enquanto a Kumba Iron Ore avançou 0,9%.
Anglo American: início de processo de consolidação do setor
Os analistas sugeriram que a oferta da BHP poderia ser o primeiro passo de uma possível fase de consolidação no setor de mineração.
John Meyer, sócio e analista de mineração da SP Angel, sugeriu que a BHP deve apresentar uma nova oferta pela Anglo American ou, possivelmente, direcionar seu interesse para a Rio Tinto, outra grande mineradora anglo-australiana.
Meyer também previu que empresas chinesas poderiam entrar na disputa, buscando reforçar seu abastecimento de materiais para produção verde.
“Acreditamos que os acionistas da Anglo American estão bem posicionados para se beneficiar da transição energética, especialmente com o cobre representando 30% da produção total da empresa e com opções de crescimento estruturalmente atraentes”, concluiu Chambers no comunicado de rejeição.
Você leu sobre PALAVRA-CHAVE. Para investir melhor, consulte os e-books, ferramentas e simuladores gratuitos do EuQueroInvestir! Aproveite e assine a nossa newsletter: receba em seu e-mail, toda manhã, as principais notícias do portal!






