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Banco do Brasil lucra R$ 3,4 bilhões no 1ºTRI, com queda de 53,5%

Banco do Brasil lucra R$ 3,4 bilhões no 1ºTRI, com queda de 53,5%

Apesar da retração do lucro, o banco apresentou crescimento das receitas operacionais e expansão da carteira de crédito

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,431 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado que representa uma queda de 53,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o lucro líquido atribuível aos acionistas somou R$ 3,893 bilhões entre janeiro e março, recuo de 48,4% na comparação anual.

Apesar da retração do lucro, o banco apresentou crescimento das receitas operacionais e expansão da carteira de crédito, em meio à manutenção de índices de capital considerados adequados.

A margem financeira bruta alcançou R$ 27,4 bilhões no trimestre, avanço de 14,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Segundo o banco, o desempenho foi impulsionado principalmente pelas operações de crédito para pessoas físicas e pelo resultado da tesouraria.

As receitas com prestação de serviços também avançaram, com crescimento anual de 5,5%, para R$ 8,8 bilhões. O resultado foi sustentado pelo desempenho das linhas de administração de fundos, seguros, previdência, capitalização e consórcios.

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Crédito supera R$ 1,3 tri

A carteira de crédito expandida do Banco do Brasil ultrapassou R$ 1,3 trilhão ao fim de março, totalizando R$ 1,305 trilhão, alta de 2,2% em 12 meses.

Na pessoa física, a carteira atingiu R$ 361,8 bilhões, crescimento de 7,8% na comparação anual, com destaque para o crédito consignado, que avançou 7,2%.

O banco informou ainda que o programa “Crédito do Trabalhador” alcançou saldo de R$ 15,1 bilhões ao fim do trimestre.

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Já a carteira de pessoa jurídica somou R$ 449 bilhões, queda de 2,4% em um ano. O segmento de grandes empresas respondeu por R$ 256,5 bilhões do total, enquanto micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) somaram R$ 111,4 bilhões.

Entre as linhas voltadas ao setor corporativo, o destaque ficou para as operações vinculadas ao Pronampe e ao PEAC FGI, cujo saldo cresceu 31,5% em 12 meses, alcançando R$ 37,8 bilhões.

No agronegócio, segmento historicamente estratégico para o banco, a carteira atingiu R$ 418,4 bilhões, avanço de 3% na comparação anual.

Segundo a instituição, as operações ligadas ao programa BB Regulariza Agro somaram R$ 37,9 bilhões ao fim de março.

Inadimplência sobe

O custo do crédito totalizou R$ 18,9 bilhões no trimestre, com alta de 5% na comparação trimestral. O índice de inadimplência acima de 90 dias encerrou março em 5,05%.

Já a carteira de crédito sustentável alcançou R$ 421,2 bilhões, crescimento de 7% em 12 meses, contemplando financiamentos ligados a energias renováveis, agricultura sustentável e projetos de infraestrutura com impacto socioambiental positivo.