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Entenda por que a Americanas está sendo alvo de um processo bilionário

Entenda por que a Americanas está sendo alvo de um processo bilionário

A Americanas (AMER3) iniciou o ano com um problema imenso para negociar: um pedido de indenização bilionária

A Americanas (AMER3) iniciou o ano com um problema imenso para negociar: um pedido de indenização bilionária, junto à câmara de arbitragem, por parte de um grupo de investidores que se sentiu lesado por causa da fraude contábil que a companhia foi vítima e que hoje se encontra em recuperação judicial.

O grupo formado por Charles Xavier Gois Dantas, Fabiana Dos Reis Saorin, Francisco Airton Duarte Filho, Francisco Rubens Leite Coringa, Naiguel Sassi e demais requerentes, pedem uma indenização de R$ 12,8 bilhões como estimativa preliminar dos danos materiais causados à companhia. Entre os alvos, além da própria rede varejista constam ainda os nomes dos acionistas de referência, Jorge Paulo Lemann, Carlos “Beto” Sicupira e Marcel Telles, entre outros executivos.

Os autores da ação arbitral pedem, entre outras medidas, o reconhecimento da responsabilidade da companhia, com a consequente condenação ao pagamento de indenização por prejuízos diretos supostamente suportados pelos investidores pela divulgação de demonstrações financeiras fraudulentas, consistentes em alegado sobrepreço pago pelas ações de emissão da Americanas no período compreendido entre, no mínimo, 2013 e o final do ano de 2023.

Americanas (AMER3): acionistas de referência podem responder solidariamente por danos

Além disso, pedem ainda que Lemann, Sicupira e Telles devem responder solidariamente pelos danos diretos causados aos investidores na ocasião da fraude.

Querem também o reconhecimento da responsabilidade de Jorge Felipe Lemann, Paulo Aberto Lemann, Celso Alves Ferreira Louro, Cláudio Moniz Barreto Garcia, Eduardo Saggioro Garcia, Mauro Muratório Not, Sidney Victor da Costa Breyer e Vanessa Claro Lopes, com a consequente condenação ao ressarcimento ou indenização pelos danos causados.

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Há cerca de um ano, a Americanas havia informado a abertura de um procedimento arbitral contra quatro ex-diretores, buscando responsabilizá-los pelos danos materiais e imateriais causados no contexto da fraude contábil bilionária revelada 11 de janeiro de 2023.

De acordo com a empresa, o processo foi instaurado em conformidade com o artigo 159 da Lei das S.A., após aprovação dos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária realizada em dezembro de 2024.

Segundo a companhia, a fraude envolveu manipulação na conta de fornecedores, contratos fictícios de verbas de propaganda cooperada (VPC) e operações financeiras irregulares, como “risco sacado”.