A Americanas (AMER3) já tem novo CEO e um representante da varejista deve se reunir com os bancos credores nesta quinta-feira (16) para tentar negociar dívidas.
Não se sabe, porém, se o encontro de hoje irá resultar em uma proposta concreta de pagamentos, mas todo o mercado está à espera de algo mais oficial.
O que se sabe, até o momento, é que as instituições financeiras irão conversar com a nova diretora financeira, Camille Faria. Também com Luiz Muniz, do banco Rothschild.
Ontem a companhia informou que seu conselho de administração elegeu Leonardo Coelho Pereira como novo diretor-presidente.
O CEO interino, João Guerra, voltará ao cargo de diretor de Recursos Humanos, e Antonio Luiz Pizarro Manso substituirá Vanessa Claro Lopes como membro do Comitê Independente.

Americanas (AMER3): monetização de ativos
A Americanas contratou o Citi para ajudar a estruturar uma possível monetização de seus ativos, além de apoiar a busca de outras soluções financeiras para resgatar a varejista da grave crise relacionada às “inconsistências contábeis” em seu balanço. A informação é do Valor.
Conforme o jornal, a companhia foi em busca de um banco que estivesse mais distante da crise. O Citi é um dos poucos bancos com atuação no Brasil sem exposição na varejista. Amanhã, está marcada uma reunião com os bancos credores, ocasião para a qual é esperada uma proposta firme aos credores, na prática uma capitalização por parte de seus acionistas, o trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Procurados pela reportagem, Citi e Americanas não comentaram o assunto.
BNDES
Ontem o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que não há possibilidade de o banco de fomento atuar na crise da Americanas.
Ele disse que o banco de fomento não será hospital de empresas e destacou que os indícios de fraude em balanço são muito graves.
Também disse que, em relação à Americanas, o BNDES tinha uma linha de crédito de R$ 2,4 bilhões, com uma pendência ainda existente de R$ 1,2 bilhão.
“Não temos R$ 1 em risco com as Americanas”, declarou, elencando que os sócios têm capital expressivo para aportar e salvar a empresa. A citação diz respeito aos acionistas de referência Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. O primeiro é o homem mais rico do Brasil.
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