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Americanas (AMER3): Rial recebia salário antes de assumir como CEO

Americanas (AMER3): Rial recebia salário antes de assumir como CEO

Oex-CEO da Americanas (AMER3), Miguel Gutierrez, contratou um escritório de advogados para o representar perante o desenrolar dos fatos acerca do rombo na varejista. Ele, que mora na Espanha, já está no Rio de Janeiro. O executivo comandou a rede por 20 anos. A informação é da Bloomberg, destacando que Gutierrez deixou a companhia no […]

Oex-CEO da Americanas (AMER3), Miguel Gutierrez, contratou um escritório de advogados para o representar perante o desenrolar dos fatos acerca do rombo na varejista. Ele, que mora na Espanha, já está no Rio de Janeiro. O executivo comandou a rede por 20 anos.

A informação é da Bloomberg, destacando que Gutierrez deixou a companhia no início de janeiro, quando passou o cargo para Sergio Rial, que foi o responsável por notificar o mercado acerca das inconsistências contábeis da ordem de R$ 20 bilhões na varejista.

Já o colunista Lauro Jardim revelou, em O Globo, que Sergio Rial recebeu R$ 150 mil mensais da varejista nos quatro meses anteriores à posse no cargo.

Conforme o periódico, os pagamentos estavam previstos no contrato assinado em 22 de maio entre Rial e três representantes do futuro empregador: Beto Sicupira, Eduardo Saggioro (chairman da Americanas) e Claudio Garcia (integrante do conselho de administração e presidente do comitê de Gente da empresa). Rial foi anunciado oficialmente como presidente da varejista em 19 de agosto do ano passado.

Imagem mostra um executivo se deslocando no aeroporto.

A americanas (AMER3) e o BNDES

Mais cedo o EuQueroInvestir noticiou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é um banco público e de fomento, poderá oferecer empréstimos à Americanas (AMER3).

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A afirmação é do próprio presidente da instituição financeira, Aloizio Mercadante, para quem a crise na varejista aponta para uma retração de crédito, que apareceu no balanço dos bancos, e para a necessidade de se fazer parcerias com outros bancos públicos e privados.

Ele disse, ainda, que o BNDES também pretende discutir esta linha com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). “Para isso precisamos de mais instrumentos”, disse.

Esta não seria a primeira vez que um ente público “salva” uma companhia privada de quebrar na história dos mercados de capitais. Entretanto, em se tratando de Brasil, não se trata de um movimento comum.

A Americanas, por sua vez, pode encontrar no BNDES o parceiro ideal para colocar a casa em dia e as contas em ordem. Se essa iniciativa avançar, a varejista poderá, inclusive, antecipar pagamentos aos principais credores que são, atualmente, alguns grandes bancos do país.