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Americanas (AMER3): Justiça expede mandado de busca e apreensão a diretores

Americanas (AMER3): Justiça expede mandado de busca e apreensão a diretores

A Americanas (AMER3) tem mais um motivo para se preocupar, além do principal que é manter a rede funcionando, sanar dívidas e limpar sua reputação. Acontece que a justiça brasileira expediu mandado de busca e apreensão de e-mails de diretores, membros do conselho e funcionários do setor de contabilidade. A varejista já vem sendo investigada […]

A Americanas (AMER3) tem mais um motivo para se preocupar, além do principal que é manter a rede funcionando, sanar dívidas e limpar sua reputação.

Acontece que a justiça brasileira expediu mandado de busca e apreensão de e-mails de diretores, membros do conselho e funcionários do setor de contabilidade.

A varejista já vem sendo investigada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em parceria com o Ministério Público Federal (MPF).

As autoridades querem saber – ou provar – que aquilo que foi denominado como “inconsistência contábil” pode acabar sendo uma fraude. Se for, é das grandes.

Isso porque a chamada inconsistência diz respeito ao montante de R$ 20 bilhões e está relacionada a vários balanços corporativos.

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Ou seja, não se trata de um caso, atípico, ocorrido recentemente, mas, supostamente, uma prática contínua no departamento financeiro da empresa.

Imagem mostra livro de registros contábeis.

Americanas (AMER3) pode enfrentar CPI

Outro problema de médio prazo diz respeito a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a varejista. Isso porque já há parlamentares pedindo que os administradores da empresa falem ao Congresso, em audiência pública.

Acontece que o suposto rombo da companhia está entre os maiores do Brasil, ligados ao mercado de capitais. Por isso, a intenção é de que os gestores, bem como os acionistas controladores, sejam questionados e, se confirmada a má prática, condenados.

Blindagem por RJ

A companhia, por sua vez, vai se defendendo como pode, utilizando-se da recuperação judicial como forma de blindagem.

Ela já havia entrado com pedido de RJ no Brasil e ontem entrou com o mesmo pedido na justiça dos EUA, previamente aceito pela corte norte-americana.

Na prática, a recuperação judicial permite que a empresa mantenha suas operações normalmente, enquanto vai negociando com os credores.

Isso impede que os principais credores, geralmente organizações bem-estruturadas, como bancos, por exemplo, consigam bloquear recursos da empresa.

E este é, de fato, o cenário, visto que a companhia tem entre seus principais credores o BTG (BPAC11), Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4), Santander (SANB11), Banco BV e outros mais.

O caso

No dia 11 de janeiro de 2023 o ex-CEO Sergio Rial trouxe à tona a informação acerca de inconsistências contábeis na varejista da ordem de R$ 20 bilhões. Por conta do fato, ele deixou a empresa apenas dez dias após ter assumido o cargo.

Menos de 48h depois a Americanas declarava ter dívidas de R$ 40 bilhões e viu suas ações derreterem na bolsa de valores brasileira. Assim, perdeu, na ocasião, cerca de R$ 8 bilhões em valor de mercado.

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