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Americanas (AMER3): CVM estende investigação para agências de rating e terceirizadas

Americanas (AMER3): CVM estende investigação para agências de rating e terceirizadas

O caso de suposta fraude na Americanas (AMER3) ganha proporções maiores a cada momento e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou que criou uma força tarefa para investigar os acontecimentos. Com isso, o “xerife do mercado” pretende investigar, inclusive, agências de rating e companhias terceirizadas. Acontece que os números reportados pela varejista estavam balizados […]

O caso de suposta fraude na Americanas (AMER3) ganha proporções maiores a cada momento e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou que criou uma força tarefa para investigar os acontecimentos.

Com isso, o “xerife do mercado” pretende investigar, inclusive, agências de rating e companhias terceirizadas.

Acontece que os números reportados pela varejista estavam balizados por estas empresas, cuja classificação, até então, denotava uma companhia “robusta”, mas a rede ruiu em uma semana assim que as inconsistências no balanço vieram a público.

Vale destacar que o papel destas agências é avaliar o risco de um país, empresa ou produto financeiro, e a essa avaliação de risco de crédito se dá o nome de notação.

Outra terceirizada que está no radar da autarquia é a PricewaterhouseCoopers & Associados, ou PwC, que é uma companhia de auditoria externa, responsável por aferir os números da Americanas até então.

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Inclusive, ela é uma das chamadas Big Four, ou seja, está entre as quatro gigantes do setor de auditoria e contabilidade do mundo.

Imagem mostra uma calculadora moderna sobre a mesa.

Americanas (AMER3): recuperação judicial

Por conta de um imbróglio jurídico com os bancos credores, ontem a Americanas informou que entraria com pedido de recuperação judicial, movimento confirmado poucas horas depois quando protocolou o pedido na justiça do Rio de Janeiro.

Ainda na tarde de ontem o pedido de RJ foi aceito pelo magistrado que já delegou os escritórios de advocacia que deverão trabalhar conjuntamente no caso. A varejista justificou o movimento alegando indisponibilidade de caixa.

Isso porque liminares conseguidas por bancos credores se sobrepujaram a medidas cautelares que a rede de lojas havia obtido para, desta forma, tentar se blindar e ganhar tempo para supostamente se reorganizar.

Desta forma, a companhia – que tinha R$ 800 milhões em caixa, já havia tido o bloqueio de 50% desse valor, pois um dos bancos onde detém conta conseguiu trancar a movimentação na justiça. Com outros bancos conseguindo liminares, a disponibilidade de caixa da rede caiu para R$ 250 milhões no meio da tarde de ontem. Isso inviabilizou suas operações.

O caso

O “inferno astral” vivenciado pela varejista iniciou no dia 11 de janeiro de 2023 quando o ex-CEO Sergio Rial informou ter encontrado inconsistências contábeis nos balanços da companhia da ordem de R$ 20 bilhões. Menos de dois dias depois a empresa fez um levantamento de dívidas e chegou ao volume de R$ 40 bilhões. Com isso, seus papéis derreteram na bolsa de valores e a Americanas acabou perdendo R$ 8 bilhões em valor de mercado.

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