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Alta de 130% em 12 meses já precifica a virada da JHSF, avalia o Citi

Alta de 130% em 12 meses já precifica a virada da JHSF, avalia o Citi

Cautela recai sobre a sustentabilidade dos dividendos e sobre a operação de R$ 5,2 bilhões com um fundo imobiliário

O Citi iniciou nesta sexta-feira (4) a cobertura de JHSF (JHSF3) com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 12,00, o que implica potencial de valorização de 2,9% em relação ao último fechamento. O ponto de partida da análise é a mudança de perfil da companhia.

“Cerca de 80% do Ebitda recorrente já vem de shoppings, hospitalidade, ativos de locação e operação aeroportuária”, aponta o Citi, ao descrever a transição de incorporadora para uma plataforma diversificada de renda recorrente.

O que segura o entusiasmo

A ressalva do banco é de preço, não de tese. A ação subiu cerca de 130% em 12 meses, movimento que, na avaliação do Citi, já incorpora boa parte da melhora operacional. O foco em ultra-alta renda aparece como fator de proteção diante dos juros elevados e da menor disponibilidade de crédito.

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“A estrutura da operação de R$ 5,2 bilhões envolvendo um fundo imobiliário mantém parte relevante do risco econômico com a JHSF”, observa o Citi, que também demonstra cautela quanto à sustentabilidade dos dividendos.

Miami JHSF
(Imagem: Embassair Miami-Opa Locka)

Resultados do 2º trimestre

A companhia encerrou o 2º trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 386 milhões, 50% acima do que a XP Investimentos projetava. O número exclui R$ 58 milhões de valorização a valor justo das propriedades para investimento, e mesmo sem esse efeito contábil o resultado superou a estimativa da casa em todas as linhas principais.

A receita líquida consolidada somou R$ 935 milhões, alta de 89% na comparação anual e 21% acima da projeção da XP. O Ebitda ajustado chegou a R$ 503 milhões, mais que o dobro do registrado um ano antes.

O gatilho está na incorporação imobiliária. O reconhecimento de parte da primeira parcela da venda do estoque do Boa Vista Estates para um fundo imobiliário levou a receita do segmento a R$ 561 milhões, alta de 238%, com Ebitda ajustado do braço subindo 222%, para R$ 346 milhões. Restam R$ 1,700 bilhão de receita a ser reconhecida, o que dá visibilidade aos próximos trimestres.