As ações da Dasa (DASA3) decolam mais de 8% nesta quarta-feira (13). Essa alta intensa ocorre um dia após a publicação do balanço do primeiro trimestre da companhia de serviços de diagnósticos. Relatório do Bradesco BBI viu os dados como positivos, embora ainda mantenha recomendação neutra.

“Avaliamos os resultados do 1T26 como positivos, com crescimento robusto de receita e expansão relevante de margens, reforçando a melhora do momentum operacional e da visibilidade de resultados ao longo do ano”, diz trecho do relatório.
O documento diz ainda que apesar do aumento pontual da dívida líquida no trimestre, atribuível a fatores sazonais, a performance operacional mais forte e os ganhos de eficiência sustentam a expectativa de geração relevante de caixa em 2026.
Viés positivo
Apesar da recomendação neutra, o BBI avalia que há viés positivo, diante da combinação de melhora consistente de resultados, maior previsibilidade operacional e potencial alta para as estimativas da casa de análise, caso o ritmo de crescimento e controle de custos se mantenham nos próximos trimestres.
Segundo o relatório, a Dasa reportou resultados considerados resilientes, superando as estimativas do Bradesco BBI, com Ebitda 12% acima do esperado. A receita bruta da companhia avançou 14% na comparação anual, desempenho 3% superior às projeções do banco.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pela divisão de Diagnósticos, responsável por 92% da receita total da empresa. O segmento registrou alta de 15% frente ao mesmo período do ano anterior, refletindo o aumento do volume de exames e a expansão dos canais B2B, homecare e premium.
A margem Ebitda ajustada, desconsiderando joint ventures, atingiu 25% no trimestre, avanço de 1,8 ponto percentual na comparação anual e de 7,5 pontos percentuais em relação ao trimestre imediatamente anterior. O indicador também ficou acima da estimativa de 24% do Bradesco BBI, sustentado por maior controle de custos e despesas, além de ganhos de alavancagem operacional.
Na frente hospitalar, a Rede Américas apresentou receita bruta estável na comparação trimestral. A margem Ebitda do segmento avançou 2 pontos percentuais, para 14,2%, enquanto o Ebitda somou R$ 438 milhões, em linha com as expectativas do mercado.
O resultado líquido contábil da operação hospitalar ficou positivo em R$ 38 milhões, revertendo a expectativa de prejuízo, beneficiado por sinergias em compras e iniciativas de otimização operacional.
Já a dívida líquida da Rede Américas recuou R$ 243 milhões em relação ao trimestre anterior, encerrando o período em R$ 2,56 bilhões.






