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Ações da Cruzeiro do Sul despencam 10% após resultados

Ações da Cruzeiro do Sul despencam 10% após resultados

Mercado torceu o nariz para a contabilização de despesas extraordinárias de R$ 13,2 milhões relacionadas a serviços de consultoria

Apesar de a Cruzeiro do Sul (CSED3) ter registrado o maior lucro líquido contábil de sua história, somando R$ 297 milhões no acumulado do ano, valor 106% superior ao de 2024, as ações despencam 10% em reação ao balanço.

Segundo o BTG Pactual, a empresa apresentou números do quarto trimestre piores do que o esperado.

“Como ponto positivo, a empresa apresentou um sólido desempenho na receita, com crescimento em seus segmentos mais importantes e uma expansão saudável da margem bruta”, apontam os analistas Samuel Alves e Maria Resende.

Despesas com consultoria

No entanto, a empresa contabilizou despesas extraordinárias de R$ 13,2 milhões relacionadas a serviços de consultoria voltadas para a evolução do modelo de cobrança e projetos de eficiência, o que resultou em uma queda significativa no Ebitda.

O Ebitda ajustado do quarto trimestre apresentou um recuo de 8,8%, totalizando R$ 148 milhões. Com isso, a margem Ebitda ajustada caiu 472 pontos-base, situando-se em 19,8%.

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Esperamos que essas despesas se mostrem, em sua maioria, não recorrentes no futuro, e não acreditamos que elas devam comprometer as sólidas tendências de fluxo de caixa livre que continuamos a prever para a ação. Estimamos um rendimento de fluxo de caixa livre de 19% para 2026″, escreveram os analistas.

O banco manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 10.

Receitas

A receita líquida consolidada atingiu R$ 749,1 milhões, um crescimento de 13,0% em relação aos R$ 662,7 milhões reportados no mesmo período de 2024. O desempenho foi sustentado pelo avanço em todos os segmentos.

No ensino digital, a receita cresceu 14,0%, beneficiado por uma base de alunos 10,8% maior e tickets médios 2,5% superiores.

Já no ensino presencial, a alta foi de 12,7% na receita, impulsionada especialmente pela área de saúde, que já representa 71% do faturamento deste segmento.

Apesar da pressão operacional no trimestre, o lucro líquido ajustado subiu 21,2%, alcançando R$ 20,7 milhões.

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