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Ação do Itaú é opção para cenário adverso, diz BBI

Ação do Itaú é opção para cenário adverso, diz BBI

Banco se destaca como principal escolha, combinando valuation atrativo, dividendos robustos e resiliência operacional

O Bradesco BBI revisou suas estimativas para os principais bancos listados, com destaque para o Itaú Unibanco (ITUB4), que segue como principal recomendação entre as instituições financeiras, mesmo em um ambiente ainda desafiador para o setor. As mudanças refletem a expectativa de juros elevados por mais tempo, impacto nas provisões e dinâmicas distintas de crescimento entre os bancos.

“O Itaú combina valuation atrativo, forte execução e um balanço defensivo em um ambiente ainda incerto”, avalia o relatório.

Itaú Unibanco (ITUB4): resiliência e valorização atrativa

O BBI ajustou suas projeções de lucro para 2026 e 2027, incorporando uma expectativa de receitas maiores com juros elevados por um período prolongado, embora parcialmente compensadas por maiores despesas com provisões.

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Apesar das revisões, o banco mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 45, sustentado por uma avaliação considerada atrativa — negociação a 8,8 vezes lucro para 2026, além de dividend yield estimado em 8,2%.

Na visão da casa, o Itaú se destaca pela consistência operacional e pela capacidade de navegar em cenários adversos, mantendo a rentabilidade e o controle de riscos.

Banco do Brasil (BBAS3): menor visibilidade pressiona estimativas

Para o Banco do Brasil, o BBI incorporou a orientação revisada da instituição, com destaque para o aumento das despesas de provisão, agora posicionadas na extremidade inferior da nova faixa — ainda assim 21% acima da estimativa anterior.

A revisão resultou em uma projeção de lucro líquido de R$ 17,6 bilhões para 2026, cerca de 12% abaixo do consenso, além de uma estimativa de R$ 26,2 bilhões para 2027, também inferior às expectativas do mercado.

Com isso, o preço-alvo foi reduzido de R$ 21 para R$ 20, e a recomendação foi mantida como neutra, refletindo a baixa visibilidade sobre a qualidade dos ativos e a evolução das despesas de crédito.

Santander Brasil (SANB11): crescimento mais fraco limita potencial

No caso do Santander Brasil, as revisões foram negativas, com cortes de 6,8% e 13,1% nas estimativas de lucro para 2026 e 2027, respectivamente.

As novas projeções indicam lucro de R$ 15,6 bilhões em 2026 e R$ 17,3 bilhões em 2027, ambas abaixo do consenso de mercado. Segundo o BBI, os ajustes refletem principalmente um crescimento mais lento do crédito e um desempenho mais fraco da tesouraria, pressionando a expansão da receita.

Diante desse cenário, o preço-alvo foi reduzido de R$ 33 para R$ 29, com manutenção da recomendação neutra.

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