A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo (VIVT3), permanece como a principal aposta do Safra para o setor de telecomunicações, sustentada por fundamentos mais previsíveis e menor risco de execução.
A análise destaca que a companhia reúne vantagens operacionais importantes, como o reajuste de preços já consolidado e uma base diversificada de receitas que inclui soluções digitais e serviços corporativos.
Segundo os analistas Silvio Doria e Guilherme Bellizzi Motta, o momento do setor exige disciplina operacional. “Estamos em uma fase mais dependente de execução, com maior seletividade entre os players”, afirmam.
Vivo lidera em qualidade e previsibilidade
A Vivo continua sendo vista como o nome mais defensivo e com maior visibilidade de resultados no setor, mesmo após a reprecificação dos ativos de telecomunicações nos últimos anos. A companhia se destaca por combinar crescimento consistente com expansão de margens e controle de investimentos.
Além disso, a estrutura mais equilibrada de receitas, com peso relevante de serviços digitais e corporativos, reduz a dependência do segmento tradicional de telefonia móvel.
“A Vivo permanece como o nome de maior qualidade, com melhor visibilidade de resultados e menor risco de execução”, destacam Doria e Motta.
Setor avança, mas exige mais execução
De forma geral, o Safra mantém uma visão construtiva para o setor, impulsionada por fatores estruturais como competição mais racional após a consolidação do mercado e reajustes de preços acima da inflação.
Esse ambiente tem permitido expansão das margens de fluxo de caixa, convertendo crescimento moderado de receita em avanços mais relevantes no lucro. Ainda assim, a próxima etapa depende menos de valorização generalizada e mais da capacidade de entrega das कंपनias.
“O setor atravessa uma transição para uma fase em que a execução passa a ser o principal diferencial de desempenho”, afirmam os analistas.
TIM perde fôlego operacional
No lado negativo, o Safra rebaixou a recomendação para a TIM (TIMS3) para neutra, mesmo com leve revisão positiva do preço-alvo. O banco aponta deterioração no momento operacional, com sinais mais fracos em portabilidade, adições líquidas de clientes e aumento da inadimplência.
Outro ponto de atenção é o atraso na recomposição de preços, o que reduz a confiança nas estimativas de curto prazo. Apesar disso, a empresa ainda mantém uma tese sólida de dividendos, embora com menor margem de segurança.
América Móvil ganha espaço com nova perspectiva
Por outro lado, a América Móvil (AMX) teve recomendação elevada para outperform, com revisão expressiva no preço-alvo após atualização do guidance para o período entre 2026 e 2028.
A nova perspectiva de geração de caixa e crescimento de lucros torna o case mais atrativo, com potencial de reprecificação ainda não refletido integralmente nos múltiplos atuais.
“O novo guidance e as revisões de longo prazo trazem uma trajetória de fluxo de caixa mais robusta do que a anteriormente estimada”, afirmam Doria e Motta.






