As ações da Minerva (BEEF3) foram rebaixadas de compra para neutra pela XP Investimentos antes dos resultados do quarto trimestre de 2025, que serão divulgados no dia 18 de março. O preço-alvo para 2026 foi cortado de R$ 8,40 para R$ 7,20.
Os analistas Leonardo Alencar e Pedro Fonseca explicam que, embora continuem “construtivos” em relação à demanda, puxada pela escassez global de carne bovina, veem assimetrias negativas crescentes e riscos de “overhang”.
Eles citam quatro pontos principais. O primeiro são as salvaguardas chinesas e incertezas quanto ao tratamento das cotas. O segundo é o ambiente de consumo doméstico mais fraco. O terceiro é a iminente virada do ciclo do gado e incerteza quanto aos preços. Por último, há os riscos de um real mais forte.
“Dito isso, estamos revisando para baixo nossas estimativas de Ebitda para 2026 e 2027 em 7% e 6%, respectivamente — agora 7% e 9% abaixo do consenso da Bloomberg”, pontuam Alencar e Fonseca.
O valuation atual não é visto como atrativo, com a ação negociando a 4,6 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda para 2026 (EV/Ebitda, na sigla em inglês) e a 10,8% o rendimento de fluxo de caixa livre (FCF yield), sendo de 8,1%, excluindo os forfaits (operações de antecipação de recebíveis no comércio exterior).
Entrada na Coreia do Sul
Vale ressaltar que o Brasil entrou em entendimentos com a Coreia do Sul para liberar o seu mercado para a carne brasileira. Segundo avaliação do banco Safra, este novo canal pode beneficiar especialmente a Minerva.






