As ações da Localiza (RENT3) mergulharam para perto das mínimas do ano depois do balanço do segundo trimestre de 2026. O BTG Pactual considerou a reação exagerada e manteve a recomendação de compra.
O lucro veio 6% acima da estimativa da casa. A leitura do mercado, porém, se concentrou na alíquota menor, nos créditos tributários e na depreciação em alta.
“Honestamente, não achamos que os resultados do segundo trimestre foram tão ruins para a queda intradiária de cerca de 5% que vimos na sexta-feira”, escreveram Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, analistas do BTG Pactual.
Aluguéis foram o destaque
Os volumes de aluguel de carros cresceram 7%, o maior avanço dos últimos trimestres, mais do que compensando um repasse de preços agora alinhado à inflação.
“O segmento entregou margens fortes, sustentadas não apenas pela demanda contínua, mas também por menores custos de manutenção e preparação de veículos”, apontaram Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim.
Seminovos com ressalvas
Foram 92 mil veículos vendidos, alta de 34%. A margem, contudo, ficou 0,5 ponto percentual abaixo do projetado, pressionada pelo mix e pela expansão do varejo.
“As margens brutas contraíram no trimestre por causa de um mix de vendas mais fraco, com maior proporção de SUVs em relação a veículos de entrada”, detalharam Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, do BTG Pactual.
Estimativas revisadas
O banco cortou o lucro ajustado projetado para R$ 4,3 bilhões em 2026 e R$ 4,9 bilhões em 2027. Nas tarifas de aluguel de carros, a alta esperada caiu de 6% para 4% neste ano.
A companhia manteve postura defensiva na teleconferência. A prioridade segue sendo ampliar o spread de retorno sobre o capital investido, e não perseguir volume.
“Acreditamos que há pouco espaço para revisões relevantes para baixo, dado o sólido momento de lucros mencionado”, concluíram Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, que veem o papel a 9 vezes o lucro de 2026.






