As ações da Hapvida (HAPV3) estão sofrendo uma nova pressão vendedora, avalia a Ágora investimentos em um relatório enviado a clientes nesta sexta-feira (12).
Segundo os analistas, após a alta dos papeis nos últimos meses, devido a assembleia realizada no dia 30 de abril, os ativos voltaram a aparecer entre os maiores free float alugados, o que nos indica a retomada de uma nova força vendedora.
Ter uma ação com posição em aluguel significa que investidores estão emprestando seus papéis para outros participantes do mercado, normalmente para operações de venda a descoberto.
Quem aluga aposta na queda da ação, vendendo agora para recomprar mais barato no futuro. Já o doador das ações recebe uma taxa pelo empréstimo, gerando renda adicional sobre a posição.
Top 10 de ativos em taxa de aluguel, dias de cobertura e free float alugado

Dados de sinistralidade
A Ágora ressalta que, apesar de os últimos dados sobre sinistralidade do setor mostrarem melhora, os números também revelaram uma maior pressão em relação a competição para a Hapvida.
Isso, na visão dos analistas, “reforça a necessidade de monitoramento dessa melhora de dinâmica e a sustentabilidade dos níveis atuais de rentabilidade ao longo dos próximos trimestres”.
Beneficiários
Dados do início do mês reveleram, ainda, que a Hapvida registrou resultado negativo em abril, com perda líquida de 15 mil beneficiários no mês, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O desempenho representa um recuo após a breve recuperação de março, quando o grupo havia voltado ao terreno positivo, segundo relatório do banco Safra.
Considerando o conjunto GNDI + Hapvida — que inclui também a Intermédica —, a perda foi ainda mais expressiva: 48 mil beneficiários a menos em abril. A Intermédica respondeu pela maior fatia desse resultado, com -33 mil usuários no mês.
Segundo o Safra, o fraco desempenho da Hapvida contrasta com o de concorrentes como Amil e Bradesco Saúde, que lideraram o setor em abril com ganhos de 45 mil e 38 mil beneficiários, respectivamente. A disparidade acumulada ao longo do ano é significativa: enquanto Amil soma +94 mil e Bradesco Saúde +82 mil no ano, o grupo GNDI + Hapvida acumula perda de 67 mil usuários em 2026.
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