A Embraer (EMBJ3) segue entre as quatro preferências do Santander no setor de transportes e bens de capital, mostra um relatório enviado a clientes nesta sexta-feira (4). As outras indicadas são: Localiza (RENT3), Marcopolo ($POMO) e Motiva (MOTV3).
O banco revisou os modelos das empresas sob cobertura e atualizou a lista de escolhas, e a tese da fabricante brasileira se apoia em dois pilares: expansão de margens e um conjunto de opcionalidades ainda não precificadas.
A projeção do banco fica acima do consenso de mercado. A estimativa para o lucro antes de juros e impostos supera a média das casas em 6% para 2028 e em 9% para 2029, diferença puxada pelo crescimento de receitas e margens em três frentes.
“O potencial vem da expansão de receitas e margens nos segmentos de aviação executiva, defesa e serviços”, apontam Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani, analistas do Santander.
Os números por trás da tese
No valuation, o papel negocia a 9,8 vezes o valor da firma sobre o Ebitda projetado para 2027, múltiplo acompanhado por um crescimento anual composto de 13% no Ebitda nos três anos seguintes.
A revisão setorial veio depois de um período agitado. Os analistas citam conflitos geopolíticos, o avanço da inteligência artificial afetando os fluxos globais, juros internacionais mais altos, cenário político volátil e a dispersão de desempenho entre as ações do setor como pano de fundo para o ajuste dos modelos.

O que pode vir além do previsto
“Vemos potencial adicional associado ao desenvolvimento do eVTOL da Eve, cuja certificação é esperada para 2028”, observam Barbosa, Tinem e Tani. O eVTOL é a aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical desenvolvida pela subsidiária.
Há ainda contratos em negociação que não estão nas estimativas. O banco cita a possível venda de aeronaves C390 para a Índia, encomendas comerciais em discussão e as oportunidades ligadas à renovação da frota de aviões-tanque dos Estados Unidos.






