A equipe de research do BTG Pactual divulgou sua carteira recomendada de small caps para fevereiro, com a entrada de Vitru (VTRU3) e C&A (CEAB3). Deixam a seleção neste mês Unifique e Vivara.
Permanecem na carteira Aura, Inter, Copasa, Sanepar, GPS, 3tentos, Pague Menos e Tenda. Ao todo, a carteira é composta por 10 ações, selecionadas com o objetivo de capturar as melhores oportunidades e performances do universo de small caps brasileiras.
Segundo o banco, o portfólio considera empresas com valor de mercado indicativo em torno de R$ 15 bilhões, tendo como referência o Índice Small Caps (SMLL).
Em janeiro, a carteira avançou 9,5%, desempenho inferior ao do Ibovespa, que subiu 12,6%, e ao do SMLL, com alta de 10,1% no período.
Novidades do mês
Vitru (VTRU3)
O BTG destaca que a Vitru vem apresentando forte geração de caixa, processo contínuo de desalavancagem e desempenho resiliente diante das mudanças regulatórias do setor educacional. Após a reorganização societária, a empresa mostrou melhora operacional e financeira acima do esperado.
O banco avalia que o papel está profundamente subavaliado, negociando a cerca de 5 vezes o lucro projetado para 2026. Nos últimos 12 meses, a companhia gerou aproximadamente R$ 270 milhões em fluxo de caixa, o que implica um yield estimado em torno de 20%. Para frente, a expectativa é de continuidade da desalavancagem, impulsionada por nova rodada de geração robusta de caixa.
Além disso, a equipe de análise vê este como um momento favorável para exposição ao setor educacional, que passou a priorizar eficiência operacional, preservação de caixa, disciplina de investimentos e menor apetite por grandes aquisições. O BTG também ressalta que 2026 é ano eleitoral, o que historicamente tende a favorecer o setor.
C&A (CEAB3)
Apesar da desaceleração do consumo observada no segundo semestre de 2025, o BTG avalia que a C&A vem intensificando o foco em eficiência operacional, especialmente em vendas por metro quadrado, apontadas como o principal catalisador de criação de valor.
O programa Energia C&A, com horizonte de três anos, já capturou parte dos ganhos esperados, mas ainda conta com mais de 50 iniciativas em andamento, cujos efeitos devem se intensificar ao longo de 2026. A companhia também segue utilizando precificação dinâmica para manter competitividade, ao mesmo tempo em que promove aumentos seletivos de preços via melhora de mix e qualidade.
O papel negocia a cerca de 7,5 vezes o lucro estimado para 2026, patamar considerado atrativo pelo banco, que sustenta a recomendação de compra.
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