O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) industrial do Brasil saltou para 58,20 pontos em julho, ante 51,60 de junho. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (3) pelo instituto IHS Markit. Leituras acima de 50 pontos indicam crescimento econômico.
A alta de seis pontos é a segunda consecutiva e registra o mais alto nível da série histórica da pesquisa, que teve início em 2006.
O relatório afirma que houve “uma nítida aceleração no crescimento do setor industrial brasileiro”. E aumento recorde na produção sendo sustentado pelo crescimento mais acentuado de novos pedidos desde o início de 2010.
A demanda se fortaleceu em sintonia com o processo de reabertura da economia. Isto após a paralisação causada pela pandemia de coronavírus.
O grau de otimismo em relação ao futuro melhorou, atingindo o seu nível mais elevado de 2020 até agora, ao mesmo tempo em que, pela primeira vez em cinco meses, foram criados empregos.
PMI: produção aumenta e impulsiona contratações
“As tendências positivas para os volumes de produção e de novos pedidos também estão ajudando a intensificar o grau de otimismo em relação ao futuro. Mais de 80% dos entrevistados preveem um crescimento sustentado durante os próximos meses. Isto tem ajudado a encorajar as empresas a readmitir pessoal. E as operações de fábrica estão sendo aumentadas”, disse Paul Smith, diretor de economia da IHS Markit.
Menos positivas foram as tendências dos preços, informa o relatório. A inflação de custo de insumos se acelerou e atingiu o seu nível mais elevado. Ela foi impulsionada pelo aumento dos preços de metais e por taxas de câmbio desfavoráveis. Como resultado, os preços cobrados foram aumentados substancialmente.

Reprodução/IHS Markit
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