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Bolsa mais poderosa do mundo pode deixar Nova York

Bolsa mais poderosa do mundo pode deixar Nova York

O presidenta da Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange, NYSE), Stacey Cunningham, avisou em uma coluna no Wall Street Journal que a empresa pode deixar o estado de Nova York se um imposto de transferência sobre as vendas de ações for criado.

Segundo a Reuters, “ela e 25 outros representantes da indústria de valores mobiliários de Nova York enviaram uma carta na última quarta-feira (3) aos líderes parlamentares estaduais alertando contra as consequências não intencionais da aplicação de tal imposto, que em última instância seria arcado pelos investidores”.

“A Bolsa de Valores de Nova York pertence a Nova York. Se os parlamentares de Albany (capital estadual) conseguirem o que querem, no entanto, o centro da indústria financeira global pode precisar encontrar um novo lar”, disse ela.

NYSE como alternativa aos déficits

O problema é que Nova York está enfrentando grandes déficits orçamentários por conta da pandemia, uma crise que vem se estendendo desde fevereiro de 2020, nos Estados Unidos.

Os congressistas estaduais apresentaram um projeto de lei que prevê a tributação de determinadas transações financeiras.

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Andrew Cuomo, democrata governador do estado, não é muito entusiasta da ideia do novo imposto.

A Reuters conta que, “quando o assunto foi levantado em entrevista coletiva em janeiro, o Diretor de Orçamento, Robert Mujica, disse que muitas ideias sobre esses impostos ‘não foram detalhadas'”.

Exemplo de Nova Jersey

A matéria ainda lembra que “Mujica apontou um imposto financeiro que havia sido proposto no ano passado em Nova Jersey, onde muitas bolsas hospedam seus servidores, e observou que as bolsas se mobilizaram rapidamente para mover temporariamente seus funcionários e atividades para fora do estado”.

“Então, se aumentarmos o imposto assim, você mobiliza as pessoas, potencialmente apenas transfere suas transações e seus servidores para outra região do país onde esses impostos não existam”, disse Mujica, lembrando que alguns trabalhos não presenciais têm essa flexibilidade.