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Mensagens internas da Boeing colocam em dúvida segurança do modelo 737 Max

Mensagens internas da Boeing colocam em dúvida segurança do modelo 737 Max

A Boeing entregou na quinta, 9, ao Congresso norte-americano e à Federal Aviation Administration (FAA), órgão regulador da aviação civil nos Estados Unidos, uma série de documentos internos que revelam conversas suspeitas de funcionários da empresa quanto aos padrões de segurança usados na construção e na supervisão de seu modelo Boeing 737 Max. O 737 […]

A Boeing entregou na quinta, 9, ao Congresso norte-americano e à Federal Aviation Administration (FAA), órgão regulador da aviação civil nos Estados Unidos, uma série de documentos internos que revelam conversas suspeitas de funcionários da empresa quanto aos padrões de segurança usados na construção e na supervisão de seu modelo Boeing 737 Max.

O 737 Max foi proibido de voar em todo o mundo depois de dois acidentes fatais, que vitimaram 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia. O modelo era o mais vendido da Boeing e teve sua fabricação interrompida.

Os documentos revelam diálogos que mencionam que etapas de treinamento e simulação de voo foram puladas pelos pilotos e “padrões negligentes” de segurança foram utilizados na fabricação das aeronaves.

Em um trecho, é citado que “o modelo foi projetado por palhaços e supervisionado por macacos”, de acordo com a Reuters.

Em outro, um funcionário não identificado pergunta a outro: “você colocaria sua família em um 737 Max?”, ao que o outro responde “não”.

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Em comunicado divulgado pela CNBC, a Boeing afirmou: “as mensagens não refletem a empresa que somos e precisamos ser, e são completamente inaceitáveis”.
A fabricante de aviões justificou que a entrega dos documentos é demonstração de seu “compromisso com a transparência”.

A FAA afirmou que confirma a segurança atestada das aeronaves e dos simuladores utilizados, e que as mensagens não comprovam riscos.