O Ibovespa opera em queda de 1,57%, aos 117.516,95 pontos, perto das 14h51, nesta quinta-feira (2).
Mesmo com cenário externo favorável e operando no positivo, o Ibovespa continua a aprofundar queda. O índice já devolveu toda a alta de 0,52% (119.395,60 pontos) da véspera. A maior preocupação no momento é fiscal, com a aprovação da reforma tributária pela Câmara. Ainda mais, as votações realizadas ontem podem causar mais instabilidade entre os Poderes. De acordo com a Agência Estado, o temor é de que um eventual agravamento nessa relação atrapalhe o andamento da agenda de reformas e coloque ainda mais em risco a saúde fiscal do País.
O que mais mexe no Ibovespa
A produção industrial recuou 1,3% na passagem de junho para julho, após retração de 0,2% no mês anterior. O resultado veio pior do que a projeção de queda de 0,5%.
No ano, a indústria tem alta de 11% e, em doze meses, de 7%. Com o resultado de julho, a produção industrial fica 2,1% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020.
Também foi divulgado nesta manhã o IPC da Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, e variou 1,44% na última leitura de agosto, ante 1,40% da quadrissemana anterior.
Ontem, a Câmara dos Deputados aprovou, por 398 a 77, o texto-base da reforma do Imposto de Renda. Mas 26 destaques do texto ainda têm de ser aprovados pelos deputados antes de o projeto ser encaminhado para o Senado Federal.
Pelo texto aprovado, a tributação de lucros e dividendos ficará nos 20%, inicialmente propostos. A alíquota principal do IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica) vai de 15% para 8%, fatia maior do que os 6% propostos no primeiro momento.
Ainda sobre quarta-feira, o dado mais relevante do dia foi o recuo do PIB brasileiro no segundo trimestre, de 0,1%, o que leva a revisões para o ano.
Exterior
Os mercados globais seguem em tendência de alta, à espera do payroll, folha de pagamentos oficial dos EUA, que sai amanhã (3). O Ibovespa futuro avança 0,15%, aos 119.342 pontos.
Os novos pedidos de seguro-desemprego os Estados Unidos ficaram em 340 mil esta semana, ante projeção de 345 mil e leitura de 354 mil da semana passada (revisados de 353 mil). O dado ajuda a compor o cenário da retomada do mercado de trabalho americano, fundamental para as decisões de política monetária do Fed.
Ontem, a pesquisa ADP – considerada uma prévia do payroll, mas que não contabiliza os cargos púbicos – decepcionou ao vir bem abaixo da projeção do mercado: apontou a criação de 374 mil vagas, ante 326 mil de julho, quando a previsão era por 613 mil.
Na zona do euro, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) avançou 2,3% em julho, ante projeção de 1,1%. No ano, a alta é de 12,1%, também acima dos 11% esperados.
Ibovespa: ações
As ações do Banco Inter (BIDI11) são destaque na sessão desta quinta no Ibovespa. Por volta das 13h28, os papéis da companhia subiam 4,22%.
A segunda empresa com a maior alta da bolsa é a Assaí (ASAI3). Esta tem crescimento de 2,35%. Em terceiro lugar, segue a Ultrapar (UGPA3), que possui alta de 1,72%.
Em seguida, a Embraer (EMBR3) sobe 0,96%.
Por fim, entre as altas, vem Gol (GOLL4), com variação positiva de 0,91%.
Dólar
O dólar tem queda de 0,52%, a R$ 5,1590, por volta das 13h28.
A moeda cai ante ao real hoje com a trajetória de queda do dólar no exterior. Os investidores se preparam para um relatório de empregos nos EUA eventualmente mais fraco. Além disso, as atenções estão voltadas para esse documento desde o começo da semana, uma vez que os números podem mexer consideravelmente com expectativas do mercado sobre o momento em que o banco central dos EUA pode começar a cortar estímulos monetários. O “payroll” será divulgado na sexta-feira.






