Neste domingo (8), milhares de manifestantes vestidos de preto lotaram as ruas de Hong Kong em um dos maiores protestos antigovernamentais desde as eleições do mês passado, que impulsionaram o movimento pró-democracia que tenta conter o controle da China. As informações são da agência de notícias Reuters.
Foi a primeira vez desde agosto que a Frente dos Direitos Humanos Civis, organizadora das marchas, conseguiu autorização das autoridades para realizar a manifestação. Estima-se, de acordo com a Reuters, que 800.000 pessoas participaram da manifestação. A polícia local fala em um público de 183.000.
Os cantos de “Luta pela liberdade! Fique com Hong Kong!”, segundo a Reuters, ecoaram enquanto manifestantes marcharam do Victoria Park, no distrito comercial até o distrito financeiro. Os manifestantes eram compostos por jovens, professores, idosos e estudantes.
Protestantes picharam um símbolo anti-China no Banco da China, diz a Reuters. A polícia de choque ficou de guarda, contida enquanto manifestantes gritavam “cães” e “baratas”.
Histórico dos protestos
As manifestações ocorrem há seis meses na ex-colônia britânica, após a lei de extradição de presos para a China ser aprovada. Com muita violência policial e repressão, os manifestantes persistiram e conseguiram suspender a lei e retrair a força policial.
Desde junho, Hong Kong já assistiu a mais de 900 manifestações, procissões e reuniões públicas, muitas terminando em confrontos violentos. Quase 6.000 pessoas foram presas.
No protesto de domingo, cantos de “cinco demandas, nem uma a menos” soaram, referindo-se a demandas que variavam da renúncia de Lam à anistia de detidos, informa a agência Reuters.
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