Após apurar perdas que somam R$ 240,8 bilhões – somente no período de março a junho deste ano – a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para -9,2% a previsão de queda do varejo ampliado em 2020 e de -6,3%, para o varejo restrito.
Nos dois casos, a comparação é com relação ao mesmo mês de 2019.
- Planilha de ações: baixe e faça sua análise para investir
Perdas crescentes
Segundo a CNC, no período mais crítico da crise viral, o setor amargou em março último perdas mensais de R$ 40 bilhões, que chegaram a um pico de R$ 77,4 bilhões no mês seguinte.
Essas estimativas foram apresentadas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) com base na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada, nesta quarta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Reposição parcial
Apesar do resultado adverso, a entidade admite que “as estratégias de e-commerce adotadas pelo segmento ajudaram muito o varejo a, pelo menos, repor parte das perdas acumuladas com a pandemia”.
Com a flexibilização da quarentena, a CNC tem a expectativa de que a atividade comercial se aqueça mais, o que deve se refletir nos números de junho, ainda a serem divulgados.
- Conheça nossa planilha de fundos imobiliários
‘Fundo do poço’
Depois de bater “o fundo do poço”, na expressão do próprio presidente da CNC, José Roberto Tadros, o comércio deverá mostrar sinais de recuperação” nos números de junho, prevê o presidente da CNC, José Roberto Tadros.
“Mantida a abertura gradual dos estabelecimentos comerciais, o setor deverá apresentar perdas menos acentuadas nos próximos meses”, confia o dirigente.
Tadros, no entanto, afirma que um “cenário mais próximo da normalidade vai depender dos impactos da crise sobre variáveis condicionantes do consumo”.
Oferta e demanda
Entre essas condicionantes, ele destacou o “comportamento do mercado de trabalho, a oferta e demanda de crédito e o nível de confiança dos consumidores”
Sinal de recuperação, a PMC de maio mostrou um aumento de 13,9% do varejo em relação a abril, insuficiente, porém, para repor as perdas de março (-2,8%) e abril (-16,3%), refletindo a crise no consumo.
- Para aprender tudo sobre COE, clique aqui.
Inversão de tendência
A melhora, em relação a abril, foi mais intensa pelo conceito ampliado, que apurou alta de 19,6%.
Isso que representou uma inversão de tendência, frente às quedas de março (-14%) e abril (-17,5%).
Nesse comparativo, todas as atividades pesquisadas tiveram aumentos, com destaque para os segmentos de tecidos, vestuário e calçados (+100,6%), veículos, motos, partes e peças (+51,7%) e móveis e eletrodomésticos (+47,5%).
Ritmo acelerado
De acordo com levantamento da Receita Federal, as vendas do comércio eletrônico têm-se acelerado nos últimos meses, com crescimento de 39% em maio, frente a igual mês do ano passado, que passou a 72%, em junho, em igual comparativo.
Outro termômetro positivo é a expansão do número de notas fiscais eletrônicas, que passou de 650 mil (média diária), em fevereiro deste ano, para 1,26 milhão, em junho, calcula o economista da Receita, Fábio Bentes.
Baixe a Planilha de Rebalanceamento de Carteira de Investimentos






